Homilética: Quarto domingo do Tempo Comum

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 444 visitas

Ciclo A

Textos: Sofonías 2, 3; 3, 12-13; 1 Coríntios 1, 26-31; Mateus 5, 1-12.

Idéia principal: As bem-aventuradas são o retrato do cristão e do seguidor de Cristo.

Resumo da mensagem: Aos colaboradores que chamou no domingo passado e a todos os que queiram livremente seguir-lhe e amar-lhe, deixa as bem-aventuranças como carteira de identidade e mapa como guia (Evangelho). Estas impressões digitais, para muitos deste mundo, são um escândalo e os portadores de tal carteira serão considerados nécios e desprezíveis (segunda leitura).

Pontos da idéia principal:

Em primeiro lugar, Jesus deixa bem claro aos que querem seguir-lhe e acompanhar-lhe na sua missão universal salvadora (domingo passado) como devem ser, seguindo o seu exemplo, gravando nas suas frontes a palavra: “Bem-aventurados”. Pobres, porque elegeram ser pobres para pôr a confiança plena em Deus, a verdadeira riqueza imarcescível. Sofridos, perseguidos, caluniados e insultados por causa de Jesus, pois estes justos são incômodos para a sociedade. Famintos e sedentos de vontade de Deus e não de pratos mundanos: êxitos, ambições, prazeres. Misericordiosos, que saibam ser portadores do amor e ternura de Deus, como tantas vezes nos diz com amor o Papa Francisco. Os humildes, que colocam a Deus em primeiro lugar. Puros, que tem o coração livre de armadilhas, de cálculos e intenções torcidas; coração transparente, sincero, não hipócrita. Mansos e pacificadores, que não atuam com ira, mas sim com bondade, criando paz ao seu redor e não aprovam nenhuma classe de corrida armamentaria, nem violencia agresiva, física, psicológica nem afetiva.

Em segundo lugar, o mundo de hoje propoe outro tipo de identidade, totalmente contrario ao programa de Cristo. As bem-aventuranças deste mundo estão em contraste com as de Cristo. Este mundo, ainda não convertido a Cristo, chama de felizes aos ricos, a custa dos pobres; felizes aos violentos que conquistam a qualquer preço terras para engrandecer-se. O mundo aplaude aos que tem êxito, ainda que tenham que mentir; aos vingativos sem piedade; não aos que choram, mas aos que ridicularizam aos que vivem as virtudes e os valores mais elementares, como a honestidade, a honra e a pureza; o mundo os chama de hipócritas, tontos e retardados. Mas Cristo os chama de felizes.

Finalmente, Qual preferimos: as bem-aventuranças de Cristo ou as do mundo? Se são as de Cristo, então preparemos os ombros porque a cruz será pesada nesta vida, mas com a alegria no coração. Se optamos pelas do mundo, então, tudo é permitido, “comamos, bebamos, façamos banquetes”, pois a vida é breve e temos que aproveitar ao máximo o que o mundo nos oferece.

Para refletir: As portas do grande comercio do céu só se abrirão aos que seguiram e viveram as bem-aventuranças de Jesus (primeira leitura e Evangelho). Você é quem sabe.

Pe. Antônio Riveiro, L.C. Doutor em Teologia, professor e diretor espiritual no seminario diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo, (Brasil).

Quaisquer sugestões ou dúvidas podem comunicar-se com o Pe. Antonio neste e-mail: arivero@legionaries.org