Homilética: Quinto domingo de Páscoa

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 400 visitas

Ciclo A

Textos: Atos 6, 1-7; Pe 2, 4-9; Jo 14, 1-12

Ideia principal: Cristo Ressuscitado é o Caminho, a Verdade e a Vida (evangelho). É a pedra angular (segunda leitura).

Resumo da mensagem: Sem Cristo que é o Caminho, nos extraviamos. Sem Cristo que é Verdade, caímos na mentira e na ideologia. Sem Cristo que é Vida, chega a morte. Sem Cristo que é Pedra angular, o edifício da Igreja cai.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, Cristo não somente ensina a verdade, mas Ele é a Verdade encarnada. Desde a Encarnação Cristo Verdade fez a sua tenda entre nós. Santo Agostinho diz assim: “Esta verdade se vestiu de carne por nós e nasceu de Maria Virgem para que se cumprisse a profecia: a Verdade brotou da terra”. Cristo, a verdade eterna, se fez verdade no tempo. No mundo cheio de mentiras aberrantes, mentiras no campo social, na politica, na linguagem de meias verdades e sofismas, que tantas vezes disfarçam a covardia, sigamos sempre a verdade plena, que é Cristo. Não pequemos contra Cristo.

Em segundo lugar, Cristo não só tem vida, mas Ele é a Vida. Mediante a Encarnação, a Vida eterna que é Deus, se fez carne entre nós. “Vim para que tenham vida, e a tenham em abundancia”. O que significa que Cristo é Vida? Significa que Ele deseja ser a nossa vida, deseja vivificar o nosso ser. Essa vida que foi introduzida nos nossos corações no dia do nosso batismo. Porém essa vida em nós tem que estar crescendo, como uma semente que almeja a sua plenitude, tem que chegar a ser uma árvore. As flores e os frutos da graça e dessa vida divina em nós são as virtudes cristãs, as teologais e as cardeais. O que mataria esta vida de Cristo em nós é o pecado. Por tanto, estejamos sempre longe, não soe do pecado, que escraviza, mas da mediocridade, que é como uma arteriosclerose do espirito, porque impede o passo triunfal da seiva divina pelas veias da nossa alma.

Finalmente, Cristo não é um caminho entre muitos outros, mas Ele é “o” Caminho, o único caminho para a salvação, para a felicidade. Cristo se fez caminho por meio da Encarnação. Dirigindo-se desde Belém até o Calvário, traçou-nos o caminho da Redenção. Caminho de vinda. Depois da sua morte e ressurreição, subiu ao céu, voltando para a casa do Pai. Caminho de volta. Pelo mesmo caminho veio e voltou, para mostrar-nos a direção da verdadeira rota. Santo Agostinho nos diz: “Seguindo o caminho da sua humanidade, chegarás à Divindade. Ele te conduz a Ele mesmo. Não procures por onde ir fora Dele. Se Ele não tivesse querido ser caminho, sempre andaríamos extraviados. Ele se fez, pois, caminho, por onde ir. Portanto não te direi: Busca o caminho. O caminho mesmo é quem vem a ti. Levanta-te e anda! Anda com a conduta, não com os pés. Muitos andam bem com os pés e mal com a conduta. E inclusive os que andam bem, mas fora do caminho. Correm, mas não pelo caminho, e quanto mais andam, mais se extraviam, pois se afastam mais do caminho...Sem dúvida, é preferível ir pelo caminho, embora mancando, do que ir fora do caminho” (Sobre o evangelho de São Joao, XIII). Sim, Cristo é caminho estreito em comparação com os caminhos espaçosos do mundo. Porém estes últimos são atalhos sem saída.

Para refletir: O que me impede de seguir a Cristo caminho: os atalhos agradáveis do mundo? O que me impede de seguir a Cristo verdade: as ideologias vigentes (ideologia de gênero, ideologia tradicionalista...) e os truques do mundo? O que me impede de seguir a Cristo vida: os elixires do mundo que prometem a eterna felicidade quando na realidade provocam a morte da alma?

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:

arivero@legionaries.org