Homilética: sétimo domingo do Tempo Comum

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 410 visitas

Ciclo A

Textos: Levítico 19, 1-2.17-18; 1 Corintios 3, 16-23; Mateus 5, 38-48

Idéia principal: a caridade é o distintivo do seguidor de Cristo.

Resumo da mensagem: O único e novo mandamento que Cristo nos deixou foi a caridade. Nisto julgamos nossa santidade e a perfeição (primeira leitura e Evangelho). No Antigo Testamento o amor ao próximo tinha uma medida: "como a ti mesmo". A motivação profunda do nosso amor cristão ao próximo é porque o Espírito de Deus habita no irmão, no próximo (segunda leitura), redimido por Cristo. Para Cristo este mandamento da caridade vai mais além da justiça humana equilibrada ou da lei do talión, até o paradoxo de "apresentar a outra face, amar o inimigo e rezar pelos que nós perseguem" (Evangelho). Cristo é o espelho onde olharmos para viver a caridade.

Pontos da idéia principal:

Em primeiro lugar, para poder viver esta caridade temos que olhar o primeiro modelo, o Deus cheio de misericórdia, encarnado em Cristo, que entregou nada mais e nada menos que Sua própria vida como mostra do Seu amor por nós. Deus em Cristo amou a todos, sem distinção de raças, língua e cor. Deus já desde o Antigo Testamento é um Deus paciente e misericordioso com seu povo infiel à aliança, idólatra. E no Novo Testamento esse deus se fez homem em Cristo, para revestir-nos da nossa carne e assim nós possamos "tocar sua carne" na pessoa do pobre e necessitado, como nos diz o Papa Francisco. Essa caridade foi infundida por Deus no dia do Batismo, como semente que devemos regar, cuidar e fazer frutificar.

Em segundo lugar, vivendo está caridade imitamos em certo sentido a santidade de Deus (primeira leitura). Vivendo a caridade, construímos a comunidade que é um templo Dus, como nos diz São Paulo na segunda leitura, unidos em Cristo. Vivendo esta caridade saberemos também corrigir fraternalmente á nosso irmão quando queira ir por maus caminhos (primeira leitura) e oferecer-lhe uma palavra oportuna, não desde a agressividade, se não desde o amor. Amar não significa ficar de braços cruzados.

Finalmente, essa caridade começa na nossa casa, com os mais próximos, que são os que mais motivos e ocasiões nos dão de praticá-la: na família, no grupo de trabalho, na comunidade religiosa e paroquial. Não dar importância as coisas bobas, sobre as que discutimos as vezes perdendo o humor e a paz. Essa caridade não com palavras bonitas ou com teorias, se não com gestos concretos (Evangelho). Também caridade com os pobres, os débeis, os pecadores, os que estão nas periferias, como tantas vezes nos diz o Papa Francisco. E o cume: caridade para perdoar os inimigos e os que nos maltratam, oferecendo a outra face. O cristão saúda os adversários, dá atenção gratuitamente, não responde com contra-ataques, está pronto à reconciliação sem guardar sentimentos de repressão e cortando as mágoas de rancor no nosso trato com os demais.

Para reflexionar: A caridade é uma utopia? Assinatura pendente em alguns cristãos? Entendemos a difícil mensagem de Jesus? A praticamos? Somos cientes do que o perdão ao próximo é questão de vida ou morte como cristãos?

Quaisquer sugestões ou dúvidas podem comunicar-se com o Pe. Antonio por meio deste email: arivero@legionaries.org