Homilética: Sexto domingo de Páscoa

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 563 visitas

COMENTÁRIO À LITURGIA DOMINICAL

Sexto domingo de Páscoa

Ciclo A

Textos: Atos 8, 5-8.14-17; Pe 3, 15-18; Jo 14, 15-21

P. Antonio Rivero L.C. Doutor em Teologia Espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de são Paulo (Brasil).

Ideia principal: com este domingo começamos um pequeno Advento de preparação à Solenidade de Pentecostes, quando Cristo nos enviará o seu Espírito como Consolador ou Paráclito.

Resumo da mensagem: A Igreja se prepara para celebrar nas próximas semanas os mistérios da Ascensão do Senhor (próximo domingo) e de Pentecostes (em quinze dias), cume do supremo mistério do Tríduo Pascal, a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Nada mais apropriado do que esta passagem do sermão de despedida do Senhor para preparar os nossos corações para estas solenidades. Sermão que constitui o testamento de Jesus, como broche de ouro de toda a sua pregação aqui na terra, para transmitir aos seus discípulos prediletos os mistérios mais profundos do evangelho e enchê-los do Consolo do Espírito Santo.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, a primeira leitura de hoje, onde se narra a vinda do Espírito Santo sobre a comunidade de Samaria pela oração e pela imposição das mãos de Pedro e João, é um convite para todos nós para esperar e desejar a vinda do Espírito Santo em Pentecostes. Porém, quem é o Espírito Santo que devemos esperar com ânsia e na oração? Cristo nos diz hoje que é Paráclito ou Consolador (evangelho). O Espírito Santo não só é luz e conselho. Nem somente força. O homem tem necessidade, sobretudo, de consolo para viver. Muitas vezes estamos inquietos, sentimos a solidão, o cansaço; temos medo do futuro e os amigos nos falham.

Em segundo lugar, este consolo de Deus se encarnou primeiro em Jesus. Passou toda a sua vida pública consolando todo tipo de sofrimento, físicos e morais, e pregando o consolo das bem-aventuranças: “Felizes os pobres, os misericordiosos, os famintos e os sedentos, os sofridos...”. E antes de partir deste mundo, Jesus pediu ao Pai que nos mandasse outro Consolador, que permanecesse sempre conosco como Doce Hóspede. Este outro Consolador é o Espírito Santo, o Espírito de Jesus, terceira pessoa divina da Santíssima Trindade, que mora dentro de nós consolando as nossas tristezas, curando as nossas feridas e ajudando-nos a sofrer fazendo o bem (segunda leitura).

Finalmente, o que devemos fazer para receber o Espírito, como Consolo de Deus? Temos que chamá-lo, pois Paráclito significa em passivo grego “aquele que é chamado em defesa”, aquele de quem se busca o Consolo. Quantas vezes procuramos outras fontes de consolo, procuramos cisternas quebradas como podem ser as riquezas, os prazeres, as distrações mundanas e mil futilidades, ou mendigamos consolos humanos que não nos consolam a alma e o coração, mas que nos deixam mais feridos e vazios! O Espírito Santo é o autêntico Consolo que necessitamos nesta vida que às vezes parece tão cruel, tão sem sentido, tão injusta. Que bonito seria que depois de encher-nos desse Consolo de Deus na oração sejamos também nós paráclitos para os nossos irmãos, isto é, pessoas que sabem aliviar a aflição, confortar a tristeza, ajudar a superar o medo e dissipar a solidão.

Para refletir: busco na minha vida o Consolo de Deus ou o consolo do mundo? Sou também consolo e paráclito para os meus irmãos ou motivo de angústia, tristeza e pecado?

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:

arivero@legionaries.org