Homilética: Sexto domingo do Tempo Comum

Comentário à Liturgia Dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 500 visitas

Ciclo A

Textos: Eclesiástico 15, 15-20; 1Coríntios 2, 6-10; Mateus 5, 17-37

Ideia principal: o cristianismo consiste em encontrar-nos com Cristo e segui-Lo, não em cumprir alguns preceitos externos.

Resumo da mensagem: É verdade que o cristianismo é o encontro e seguimento de uma pessoa, Jesus, como nos diz o Papa Bento XVI e não o conjunto de alguns preceitos a cumprir. Mas quando alguém ama uma pessoa, e essa pessoa é Deus, o viver os mandamentos que nos pede, não é uma escravidão ou um fardo, uma carga pesada, se não uma oportunidade para demonstrar-Lhe nossa fidelidade (Evangelho) e esse amor com obras, pois "obras são amores". Cumprir estes preceitos depende de nós e é de sábios (primeira e segunda leituras). E Deus se alegrará e nos surpreenderá no final da vida (segunda leitura).

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, ser cristão não significa cumprir ao pé da letra farisaicamente uma série de leis para tranquilizar a consciência ou para ganharmos o Céu. Ser cristão é seguir a Cristo, o mais belo dos filhos dos homens, encontrar-se com Ele, deixar-se amar por Ele, e assim deixar-nos transformar por Ele, aprendendo Seu estilo de vida e Sua mentalidade, purificando nossos afetos junto ao Seu coração e retificando as decisões da nossa vontade, se não estão de acordo com Sua Santa Vontade. Somente cumprir por cumprir os preceitos é ancorar-nos no Antigo Testamento. Mas encontrar-nos e amar Cristo, cumprindo com carinho Sua santa lei que se sintetiza em amar  Deus e o próximo, nos eleva e nos dá a póliza de seguros no Novo Testamento, que Cristo selou com Seu sangue, levando a plenitude a antiga lei, que Ele não demoliu, destruiu, se não que cumpriu e levou à plenitude (Evangelho).

Em segundo lugar, tendo feito a experiência do amor de Cristo, porque nos encontramos com Ele, então os preceitos que hoje nos dá a quem o seguimos nos parecem óbvios, justos e canalizarão nossa liberdade para que não caiamos em libertinagem. Quais são esses preceitos que hoje nos lembra, que são antigos e que Ele aperfeiçoa e completa? Não somente não matar, se não também não ficar bravos, nem guardar rancor. Não somente não cometer adultério físico, se não também o dever de viver a pureza dos olhos e do coração. Não somente não jurar em falso, se não simplesmente não jurar em absoluto, baseando-nos sempre na veracidade: o sim e o não de um seguidor de Cristo devem ser creíveis (Evangelho). A interpretação que Jesus faz de uma série de mandamentos do Antigo Testamento, certamente em uma linha mais profunda que a dos escribas e fariseus, vão em direção à interiorização e a autenticidade mais plena.

Finalmente, portanto, o problema está em saber conjugar sabiamente (segunda leitura) na nossa vida duas realidades: a lei e a liberdade. A primeira leitura do Eclesiástico nos diz que cada um é livre e deve ser responsável das suas decisões na vida. Deus nunca nos obriga, para isso nos fez livres. Escolher o mal ou não desprezar os preceitos da lei não é e de sábios. A verdadeira sabedoria é seguir a vontade de Deus (primeira leitura).

Para reflexionar: por que nos custa cumprir os mandamentos? Por que não gostamos dos preceitos? Sabemos conjugar lei e liberdade em clave de amor a Cristo  ou em clave de escravidão e fardo pesado que temos que deixar e fazer caso omisso?

Qualquer sugestão ou dúvida podem comunicar-se com o Pe. Antonio por meio deste e-mail: arivero@legionaries.org