Homilética: Solenidade da Epifania do Senhor

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 591 visitas

HOMILÉTICA

COMENTÁRIO À LITURGIA DOMINICAL

Solenidade da Epifania do Senhor

Ciclo A

Textos: Isaías 60, 1-6; Efésios 3, 2-3.5-6; Mateus 2, 1-12

P. Antonio Rivero, L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de São Paulo (Brasil).

Ideia principal: o processo interno que seguiram os Magos para se encontrar com Cristo.

Síntese da mensagem: Deus também se revela ao mundo pagão (Epifania significa precisamente manifestação). Duas coisas são necessárias para descobrir Deus e encontrá-Lo: o dom divino da fé, cujo símbolo é essa estrela, e o esforço do homem para sair de si mesmo, como fizeram estes Magos, superando as dificuldades da estrada e com fé se ajoelhar diante deste Menino que é Deus e Rei.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, vejamos quem são os Reis Magos. Os magos eram reis, provavelmente, ricos e poderosos, chefes de aldeia, da cidade. E eles eram magos, não conforme o significado que damos hoje a palavra mago, mas no sentido de homens sábios, com conhecimento sobre as leis da natureza, o cultivo da medicina e astrologia. Religiosamente inquietos? Talvez abertos à transcendência, e buscavam com a razão e com a natural tendência religiosa – que todo homem carrega dentro de si – o significado e a razão no mundo.

Em segundo lugar, meditemos no processo interno – de fé inicialmente? – que tiveram que fazer para alcançar à luz de Belém, seguindo o brilho da estrela. Deixam o seu conforto, movidos pela inspiração divina e o desejo de ver o Messias, do qual já se falava em várias culturas. Olham, com seus olhos honestos e curiosos, a luz de uma estrela misteriosa que lhes brilha, como disse São Tomás de Aquino, foi uma estrela exclusivamente criada por Deus para guiar estes homens. Vem as dificuldades do caminho, e esta estrela se esconde, justamente em Jerusalém, onde vivia Herodes, indigno de testemunhar aquele prodígio do céu. Consultam os sábios e entendidos. Confiam neles e se põem novamente em caminho, e a estrela brilha novamente. Eles se alegram. Chegam. Entram e encontram o menino com Maria, sua mãe. Acreditando, caem de joelhos e oferecem lealdade ao verdadeiro Rei do céu e da terra. Regressam ao seu país por outro caminho – o da fé cristã – e de acordo com São João Crisóstomo, trabalharam pela conversão dos povos pagãos e, finalmente, morreram mártires.

Finalmente, quais são os presentes que ofereceram a Jesus? Ouro, incenso e mirra. São Gregório Magno diz que o ouro simbolizava a sabedoria, o incenso, o doce zelo pela Palavra Sagrada, e mirra, a mortificação da carne.

Para refletir: Neste natal, saí do meu conforto para encontrar Jesus? Se o encontrei, o que eu tenho que lhe dar? Não posso ir a Belém com as mãos vazias. Esse Menino é o meu Senhor, meu Deus e merece um presente, ou melhor, merece a minha vida e vassalagem. Assim fizeram os Magos.

Para qualquer sugestão ou dúvida, podem se comunicar com o padre Antônio neste e-mail: arivero@legionaries.org