Homilética: Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 879 visitas

HOMILÉTICA: COMENTÁRIO LITURGIA 

Solenidade de Santa Maria Mãe de Deuss, 1 de janeiro

Ciclo A

Textos: Números 6, 22-27; Gálatas 4, 4-7; Lucas 2, 16-21.

P. Antonio Rivero, L.C. Doutor em Teologia Espiritual, professor e diretor espiritual no seminário diocesano Maria Mater Ecclesiae de são Paulo (Brasil).

Ideia principal: Maria é Mãe de Deus e Mãe nossa.

Resumo da mensagem: Como nossos irmãos orientais de rito sírio, demos hoje os augúrios e felicitações a Maria Santíssima, por ser a Mãe de Deus. Aproximemo-nos dEla com esses sentimentos, pois também é nossa Mãe no plano da graça.

Aspectos de esta ideia:

Em primeiro lugar, esta verdade de que Maria é verdadeira Mãe de Deus, a Theotokos, a Igreja a definiu no concílio de Éfeso por volta do ano 431. São Cirilo de Alexandria, que presidiu o Concílio, escrevia a continuação a seus fiéis: "Sabeis que se reuniu o santo sínodo na grande igreja de Maria, Mãe de Deus. Passamos ali o dia todo... Havia ali uns duzentos bispos reunidos. Todo o povo esperava com ansiedade, aguardando desde o amanhecer até o crepúsculo a decisão do santo Sínodo... Quando saímos da igreja, acompanharam-nos com tochas até nossos domicílios, porque era de noite. Respirava-se alegria no ambiente; a cidade estava salpicada de luzes; inclusive as mulheres nos precediam com incensários e abriam a marcha" (Epístola 24). Santo Inácio de Antioquia chama Jesus “o filho de Deus e de Maria”. Isto coloca a Maria a uma altura que da vertigem, ao lado do Padre. Mas também, por ser de nossa raça “nascido duma mulher”, está perto de nós e se faz também nossa mãe, mãe da Igreja. De escravos que éramos passamos a ser filhos no Filho (segunda leitura). Maravilhoso intercambio este como para felicitar a Maria y felicitarmos entre nós.

Em segundo lugar, vejamos a missão que esta Mãe tem, como toda mãe. Uma mãe da a luz seu filho com amor e acompanha seu filho até o final. Assim fez Maria com seu Filho Jesus. Uma mãe amamenta seu filho. Uma mãe cuida seu filho. Uma mãe respeita a liberdade de seu filho. Uma mãe acompanha seu filho nos momentos alegres e também nos momentos difíceis. Maria é mãe de todos os homens na ordem da graça. Ao dar a luz a seu primogénito, deu a luz também espiritualmente a aqueles que pertenceriam a Ele, aos que seriam incorporados a Ele e se converteriam assim em membros seus. Ella desde o céu intercede por nós, consola-nos, anima-nos e nos aponta o seu Filho dizendo-nos: “Fazei o que Ele vos disser”.

Finalmente, preguntemos o que podemos imitar de Maria, nossa Mãe. O evangelho nos dá dois segredos: “Ela conservava estas coisas e as meditava no seu coração”. Sejamos homens que saibamos ruminar as coisas de Deus na nossa vida, e como dizia santo Agostinho, dado que não podemos imitá-la na primeira Encarnação física, imitemos Maria na segunda encarnação espiritual “concebendo o Verbo com a mente”. E segundo, saiamos do Natal como os pastores que “dando glória e louvor a Deus por todo quanto ouviram e viram”, ou seja, sejamos testemunhas desta Encarnação do Filho de Deus e desta Maternidade divina de Maria.

Para refletir: Tenho a Maria como mãe da minha fé, esperança e amor? Rezo continuamente a Maria? Posso, como Maria, receber a palavra, custodiá-la no meu coração, fazer dela a luz para meus passos, alimento da minha vida espiritual.

Quaisquer sugestões ou dúvidas podem se comunicar com o padre Antonio a este email: arivero@legionaries.org