Homilética: Terceiro domingo do Advento

Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical

São Paulo, (Zenit.org) Pe. Antonio Rivero, L.C. | 859 visitas

Terceiro Domingo de Advento

Ano A

Textos: Isaías 35,1-6.10; Tiago 5, 7-10; Mateus 11,2-11

Idéia principal: Alegrai-vos.

Resumo da mensagem: no primeiro domingo de Advento Deus nos convidava a despertar. No segundo, a converter-nos. Hoje nos convida à alegria, à alegria messiânica. Este é o domingo de “Gaudete”, isto é, “Alegrai-vos”. A vida cristã deve ser vivida desde a alegria, mesmo entre dificuldades.

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, este Cristo Salvador que chega no Natal nos encherá de sua alegria, pois Ele é a alegre notícia do Pai, e por isso “o deserto e o descampado (do nosso coração) se alegrarão, e reflorescerá a terra árida” (primeira leitura). Sim, haverá retrocessos, calamidades, dores de cabeça, mas o cristão deve escutar hoje a voz profética que o convida à esperança e à alegria, porque Deus entrou e entra na nossa história, na nossa vida. E Ele é fiel (salmo). Fará que os coxos caminhem, que os mudos falem, que o deserto se converta em jardim, que os covardes sejam valentes. Sou um cristão de esperança alegre ou um cristão triste e pessimista? Diz o Papa Francisco: “O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada” (Evangelii gaudium n. 2).

Em segundo lugar, esta alegria recebida por Cristo no dia de sua Encarnação deve ser cultivada, regada, adubada com o esforço e a paciência, para que dê o precioso fruto (segunda leitura), como faz o bom agricultor. Caso contrário, se cansa e desiste. Não tenhamos medo às geadas, à neve, aos ventos e à chuva; todas essas coisas são necessárias para que minha vida floresça, porque Deus as permite. Minha vida floresce ou está seca? Caso esteja seca, não será porque deixei de regar e adubar? Talvez esteja deixando de arrancar as ervas más do meu coração, e essas estão comendo a alegria da salvação que Jesus semeou no meu coração? “Com Jesus Cristo, nasce e renasce sem cessar a alegria” (Evangelii gaudium, n. 1).

Finalmente, a alegria de João Batista, em quê e em quem se apoiava? (evangelho). Ele estava na prisão, porque sua pregação era clara, e convidava ao rei Herodes a converter-se, pois vivia no adultério. Não havia motivos para estar alegre; o pecado gera tristeza. Sua alegria tampouco consistia em coisas, pois vivia na austeridade e na pobreza. A alegria de João Batista se fundava no encontro e na aceitação de Cristo na sua vida, e por isso dava testemunho valente de Cristo. Onde está minha alegria? O que faço para levar essa alegria de Cristo à minha casa, ao meu lugar de trabalho?

Para refletir: consideremos neste domingo da alegria, a quem estamos transmitindo essa alegria que brota do nosso coração. E se essa alegria está morta por causa do pecado, aproximemo-nos nestes dias da confissão, para recuperar a alegria da salvação. Será o melhor modo de preparar-nos para o Natal. “Porque não havemos de entrar, também nós, nesta torrente de alegria?” (Evangelii gaudium, n. 5)

Qualquer recomendação ou pergunta podem comunicar-se com o Pe. Antônio pelo seguinte e-mail: arivero@legionaries.org