Igreja dá raízes e asas, afirma Papa

Ao inaugurar em Roma a "Domus Austrália" para peregrinos

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ROMA, terça-feira, 25 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI destacou que a Igreja dá aos seus filhos “raízes e asas”, na última quarta-feira, ao inaugurar um centro australiano de acolhimento de peregrinos, Domus Austrália, no centro histórico de Roma.

“Há duas coisas que as crianças deem receber dos seus pais: raízes e asas”, da mesma maneira que, “da nossa santa Mãe, a Igreja, também nós recebemos raízes e asas”, afirmou durante o ato.

E se referiu a essa raiz e a essas asas como “a fé dos apóstolos, transmitida de geração a geração, e a graça do Espírito Santo, transmitida sobretudo por meio dos sacramentos da Igreja”.

Acolhido pelo arcebispo de Sydney, cardeal George Pell, e por numeroso convidados, Bento XVI recordou o caloroso acolhimento que recebeu quando visitou a Austrália, em agosto de 2008, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude.

Durante o ato, o Papa rezou para que os peregrinos que passem pela casa de acolhimento dos peregrinos possam voltar aos seus lares “com uma fé mais firme, uma esperança mais jubilosa e um amor mais ardente pelo Senhor, dispostos a comprometer-se, com ardor renovado, na missão de testemunhar Cristo no mundo em que vivem e trabalham”.

“Muitas gerações de peregrinos chegaram a Roma procedentes de todas as partes do mundo cristão, com o fim de venerar os túmulos dos santos apóstolos Pedro e Paulo, e aprofundar em sua comunhão com a Igreja de Cristo, fundada sobre os apóstolos”, recordou.

“Dessa forma, fortalecem as raízes da sua fé; e as raízes, como sabemos, são a fonte da vida em que se apoia”, continuou.

O Pontífice aproveitou a oportunidade para “saudar todos os habitantes da Austrália e agradecer o apoio e assistência de muitos deles neste projeto que, junto à sua nova embaixada, trouxeram um pequeno canto da Austrália à antiga cidade de Roma. Que a Domus possa ser abençoada com a passagem de muitos peregrinos!”.

O Papa recordou também que, precisamente há um ano, a primeira santa australiana, Mary MacKillop, foi elevada à honra dos altares, e pediu à nova santa que “continue inspirando muitos australianos a seguir seus passos em uma vida de santidade, ao serviço de Deus e do próximo”.

“O evento desta tarde nos fala com eloquência dos frutos dos esforços missionários da Igreja, graças aos quais o Evangelho se estendeu às regiões mais distantes do mundo, enraizou-se e deu origem à vida de uma comunidade cristã florescente”, explicou.

“Assim como todas as comunidades cristãs, a Igreja na Austrália é consciente de participar de uma viagem cujo destino final está além deste mundo”, continuou.

De fato, como insistiu o Papa, “nossa vida terrena transcorre no caminho rumo a esta meta final”.