Igreja deve mostrar mais proximidade aos problemas dos migrantes

Mensagem do Congresso Continental latino-americano de migrações

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BOGOTÁ, quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Que os bispos visitem as comunidades de migrantes de seus diocesanos no exterior, ou que as comunidades cristãs no âmbito local ajudem os imigrantes a se organizar para defender seus direitos, também no campo trabalhista, são algumas das recomendações do documento final do Congresso de Pastoral de Migrações, celebrado no fim de novembro em Bogotá (Colômbia).

O objetivo do encontro, organizado pelo Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes e o CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), teve como título “Por uma melhor pastoral das migrações econômicas e forçadas na América Latina e no Caribe”.

Nessa área do mundo há – constata o documento – um notável aumento “tanto da emigração como da imigração”, também das mulheres migrantes, das deportações massivas e do tráfico de seres humanos.

“A dor dos migrantes e dos deslocados reflete-se no rosto sofredor de tantos irmãos e irmãs que percorrem os caminhos do mundo, longe de seus lares e de sua pátria, privados do carinho dos seus e do apoio social na sociedade de origem, lutando por uma vida digna, e inclusive pela sobrevivência, para eles e para suas famílias.”

Perante as novas dificuldades, os agentes propõem uma maior interação entre as dioceses de origem e destino e sobretudo uma maior presença e proximidade real aos problemas dessas pessoas.

De modo especial se sugere uma maior troca de informação entre conferências episcopais, e inclusive se animam os bispos a “realizar visitas pastorais às comunidades que se encontram no exterior e a enviar cartas pastorais” com ocasião das festas mais significativas.

Os católicos são convidados a ajudar a dar formação aos imigrantes, especialmente no idioma do país de acolhida e na integração em sindicatos e outras organizações sociais.

Para os agentes da pastoral das migrações, é fundamental que se escute a voz da Igreja neste campo, fazendo-a chegar melhor aos próprios “fiéis leigos, à sociedade civil, aos governantes e organizações”.

O documento do encontro sugere ainda a confecção de um plano estratégico de ação regional-continental, com o objetivo de promover uma melhor coordenação e diálogo entre as Conferências episcopais dos hemisférios norte e sul.