Igreja do Oriente Médio: abrir-se às novas comunidades

“Não devemos ter medo”, afirma o cardeal Rylko

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CIDADE DO VATICANO, sábado, 16 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – O presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, cardeal Stanislaw Rylko, convidou as Igrejas orientais a se abrir aos movimentos eclesiais e às novas comunidades, num mundo marcado por uma “secularização generalizada”.

Durante os trabalhos da assembleia do Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, o purpurado destacou a necessidade de “formar identidades cristãs firmes e convictas, de despertar a audácia de uma presença visível e incisiva de fiéis leigos com a vida pública”.

Em referência ao nascimento, após o Concílio Vaticano II, de numerosos movimentos eclesiais e novas comunidades, “um verdadeiro dom do Espírito Santo” – afirmou –, é desejável que as Igrejas do Oriente Médio se abram a essas comunidade “com confiança”.

“Não devemos ter medo desta novidade no que se refere ao método e ao estilo do anúncio: trata-se de uma ‘provocação’ saudável, que ajuda a sair da rotina pastoral” que “coloca em risco nossa missão”.

“O futuro da Igreja nesta região do mundo depende precisamente de nossa capacidade de estar docilmente à escuta do que o Espírito diz à Igreja hoje, também através dessas novas realidades agluninadoras.”

Movimentos chamados à missão

Durante as intervenções conciliares das diversas congregações do sínodo, vários padres conciliares reconheceram o papel que os novos movimentos estão tendo na vida das comunidades locais.

Em referência a esses movimentos da Igreja, o arcebispo de Tiro dos grego-melquitas (Líbano), Dom Georges Bacouni, considerou que não são só “uma nova vitalidade para a oração e a vida evangélica”.

São mais: “uma capacidade inspiradora para numerosos homens e mulheres para permanecer em seus países como missionários e servir a suas Igrejas locais com zelo e obediência”.

Convidando a alentar estas iniciativas, afirmou que é “crucial – inclusive vital – para os bispos e o clero darem-se conta de que estes novos movimentos trabalham ‘na’ e ‘para’ a Igreja e que sua contribuição não é uma ameaça, mas um enriquecimento aos esforços da Igreja para catequizar os fiéis e preservar uma presença cristã no Oriente Médio”.

(Marine Soreau)