Igreja em Portugal quer fortalecer iniciação cristã

Bispos em assembléia assumem compromisso de incentivar formação dos leigos

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Por Alexandre Ribeiro

FÁTIMA, quinta-feira, 3 de abril de 2008 (ZENIT.org).- A CEP (Conferência Episcopal Portuguesa) reiterou no final de sua 168ª Assembléia Plenária, realizada de 31 de março a 3 de abril em Fátima, o compromisso de fortalecer a iniciação cristã.

Em comunicado final difundido hoje, o episcopado considera que a «principal tarefa» da Igreja no país atualmente «reside em discernir caminhos de iniciação cristã que permitam interpretar a vida à luz de Cristo, em qualquer ambiente».

Segundo os bispos, o atual contexto social, cultural e eclesial, vivido pelas comunidades cristãs, «requer a revisão dos percursos da iniciação cristã».

Exige também «a renovação das estruturas de serviço pastoral, em ordem a maior comunhão e corresponsabilidade de todos os seus membros».

As constatações são fruto das reflexões realizadas pela CEP no triênio 2005-2008, centradas no tema da transmissão da fé. Por outro lado, elas dão seguimento ao discurso Bento XVI, com ocasião da Visita ad limina de novembro de 2007.

De acordo com os bispos em Portugal, o modelo catecumenal, no âmbito da iniciação cristã, «aparece como o mais adequado».

Isso porque ele é «capaz de integrar as dimensões doutrinal, narrativa, vivencial e celebrativa», sendo apropriado «para uma transmissão da fé personalizada e marcada pelo sentido comunitário».

O episcopado enfatiza que, para desenvolver esse processo, «a paróquia continua a ser o lugar privilegiado das ações de formação, em harmonia com os movimentos e outras comunidades de referência».

A CEP considera que será valorizado, diante de uma realidade de mudança cultural, «o papel da racionalidade teológica, em diálogo fecundo com outras racionalidades científicas e com a dimensão estética».

«Para preparar agentes e promover a corresponsabilidade consciente nos leigos, os bispos dispõem-se a incentivar a sua formação», afirma o comunicado da CEP.

Nestes quatro dias de reunião, a Conferência Episcopal Portuguesa reelegeu seu presidente, D. Jorge Ortiga, para um mandato de mais três anos.

O episcopado se manifestou ainda para cobrar do governo «a rápida e ponderada concretização» da Concordata, tratado que regulamenta as relações entre a Igreja Católica e o Estado português.