Igreja na Austrália: fé, honestidade e humildade

Papa recebe bispos por ocasião da visita "ad limina apostolorum"

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 24 de outubro de 2011 (ZENIT.org) – Fé, honestidade e humildade são os elementos-chave para a ação da Igreja na Austrália, afirmou o Papa ao receber os bispos do país em visita ad limina.

“A preocupação pastoral de vocês se tornou mais pesada por pecados passados e erros de outros, lamentavelmente incluídos sacerdotes e religiosos”, reconheceu Bento XVI.

“Mas a tarefa que recai agora sobre vocês consiste em reparar os erros do passado com honestidade e abertura, para construir, com humildade e determinação, um futuro melhor para os afetados”, destacou.

“Portanto, eu os animo a continuar sendo pastores de almas que, junto com os seus sacerdotes, estejam sempre preparados para dar um novo passo no amor e na verdade, pelo bem das consciências do rebanho confiado a vocês, preservando a sua santidade, ensinando humildemente e conduzindo-os pelos caminhos da fé católica”.

A importância da formação

O papa lembrou a canonização da primeira santa australiana, Mary MacKillop, em 2010, destacando que a resposta valente da santa às dificuldades da vida pode ser fonte de inspiração também para muitos católicos de hoje, que se dispõem “a colaborar com a Nova Evangelização e com a difusão do Evangelho na sociedade”.

“Todos os membros da Igreja têm que ser formados na fé, desde uma catequese de qualidade para os pequenos e uma educação religiosa nas escolas católicas até os muito necessários programas de catequese para adultos”, indicou.

“Os sacerdotes e religiosos devem ser assistidos por uma formação contínua, com uma profunda vida espiritual num mundo onde a rápida secularização nos rodeia”.

O papa destacou a urgência de “garantir que todos os que estão confiados à responsabilidade de vocês entendam, aceitem e proponham a fé católica de forma inteligente e voluntariosa aos outros”.

Liturgia

Os bispos devem preocupar-se com as celebrações da liturgia. O papa indicou que a nova tradução do Missal Romano “pretende enriquecer e aprofundar o sacrifício de louvor oferecido a Deus pelo seu povo”.

“Ajudem o clero a acolher e valorizar o foi conseguido, para ajudarem os fiéis com a nova tradução”.

“Façam tudo para ajudar os catequistas e músicos nas respectivas preparações para fazer da celebração do rito romano um momento de graça e de beleza, digno do Senhor e espiritualmente enriquecedor para todos”.