Igreja no Brasil reafirma posição contra pesquisa com embriões

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BRASÍLIA, domingo, 2 de março de 2008 (ZENIT.org).- O Supremo Tribunal Federal do Brasil julgará na próxima quarta-feira uma ação que define a continuidade ou não das pesquisas com células-tronco embrionárias no país.

Esse foi um dos principais assuntos tratados pelo Conselho Permanente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), reunido de 27 a 29 de fevereiro, em Brasília.

Segundo informa a Sala de Imprensa da CNBB, em entrevista coletiva essa sexta-feira, a presidência do organismo episcopal reafirmou a posição da Igreja em relação a essa questão.

«A Igreja volta mais uma vez a dirigir sua palavra em defesa da vida. Esta é a posição básica e fundamental da Igreja. Não significa ser contra a ciência, contra o progresso, mas ser em primeiro lugar a favor da vida», disse o presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, ao reafirmar a posição da Igreja contrária ao uso de células-tronco embrionárias para pesquisas.

De acordo com Dom Geraldo Lyrio, os bispos do Conselho Permanente decidiram enviar uma carta aos ministros do Supremo Tribunal para expressar a posição da Igreja.

«Não queremos fazer pressão sobre o STF, mas expor, inclusive como integrantes da própria sociedade brasileira, o nosso ponto de vista», disse.

«A Igreja não pretende impor o seu ponto de vista, mas defender seu direito de propor e de anunciar, sobretudo, quando se trata de uma questão como esta que extrapola os diferentes credos, posições filosóficas, ideologias, partidos políticos, dado ser uma questão que diz respeito a todos», afirmou o presidente.

O secretário-geral da CNBB, Dom Dimas Lara Barbosa, destacou que a partir do momento que a vida começa, deve ser protegida, inclusive pelas instituições da sociedade civil e do próprio Estado.

Para ele, a Lei de Biossegurança, quando aprovada, trouxe erros graves ao misturar temas completamente díspares num único projeto de lei. «A Lei de Biossegurança abre caminho para a legalização progressiva do aborto e o desrespeito da vida humana», declarou.

(Com CNBB)