Índia: continuam ataques aos cristãos

Uma grande manifestação em Hyderabad pede proteção ao Governo frente à violência

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HYDERABAD, terça-feira, 26 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- Entre dois e três mil cristãos fizeram um manifesto na cidade de Hyderabad (Estado indiano de Andhra Pradesh) para protestar contra o assassinato, em 16 de agosto passado, do sacerdote carmelita Thomas Pandippallyil, segundo informou nesse domingo Rádio Vaticano.

Os manifestantes, de todas as confissões cristãs presentes no território, pedem ao Governo maior proteção frente a ataques de grupos radicais hindus, cada vez mais freqüentes.

De fato, nos últimos dias houve ataques violentos contra locais de culto cristãos no estado de Orissa. Os agressores, vinculados ao grupo armado hinduísta radical VHP (Vishwa Hindu Parishad) acusam os cristãos do assassinato de seu líder, Swami Laxanananda Saraspati, em 23 de agosto passado.

Nesta região houve outros episódios de violência similares por parte do próprio grupo no mês de dezembro passado. Foram três cristãos mortos e 13 igrejas destruídas. A maior acusação contra os cristãos é a de exercer o proselitismo entre a população, acusação negada taxativamente pelo porta-voz da Conferência Episcopal da Índia, o sacerdote Joseph Babu.

Esta acusação está relacionada provavelmente com o bárbaro assassinato do Pe. Pandippallyil, conhecido por sua atividade como educador.

Segundo Dom Marampudi Joji, arcebispo de Hyderabad e secretário da Conferência Episcopal de Andhra Pradesh, este assassinato «é conseqüência do crescente clima de intolerância e violência contra os cristãos», em uma comunidade que vivia em paz até que iniciaram as acusações de proselitismo.

A morte do sacerdote carmelita, «primeiro mártir dos novos tempos», comoveu os cristãos do país, explicou o prelado à emissora vaticana.