Índia: Religiosos celebram o encerramento do Ano da Fé

Como apurado por Fides os religiosos indianos reencontram as motivações profundas para sua obra de testemunhas e evangelizadores

Roma, (Zenit.org) | 580 visitas

“A Índia necessita de Cristo. No contexto sociopolítico indiano, nós religiosos somos chamados a testemunhar o Evangelho. Talvez não seja permitido batizar, mas podemos promover os ‘Christa-bhakta’ ou seja, ‘devotos de Cristo’ entre os hinduístas, que não aceitam o rito do batismo enquanto comporta uma rejeição pública de sua religião e casta”: como afirma uma nota enviada a Fides pela “Conferência dos Religiosos da Índia”, foi o que disse o pe. Mahendra Paul, Superior-Geral da “India Missionary Society”, ordem religiosa muito difusa no subcontinente indiano, participando do encontro dos Superiores maiores das congregações religiosas, masculinas e femininas, organizado nos dias passados em Agra por ocasião do encerramento do Ano da Fé.

Como apurado por Fides, na conclusão de um tempo dedicado à reflexão, os religiosos indianos reencontram as motivações profundas para sua obra de “testemunhas e evangelizadores”. Pe. Mahendra Paul declarou: “A Índia afirma ter uma cultura religiosa, mas em termos de ética, é uma das sociedades mais corruptas do mundo. Existem injustiças e violências, atrocidades contra mulheres e crianças, divisões de casta. Na Índia, a religião não transforma a vida. Os meios de comunicação de massa estão repletos de propaganda religiosa e encorajam práticas supersticiosas, que muitas vezes são somente atos de ritualismo vazio”. É a fé o “gerador” da evangelização, declarou de modo enérgico o palestrante. “A fé não é estática, mas conduz a uma vida ativa em sintonia com os ideais e os valores de Jesus: a fé gera a mudança”. Em especial, convidar os hinduístas a se tornarem “Christa-bhakta” é uma possível “estrada propedêutica” ou uma “estratégia alternativa” que, recordou o Superior, “é o que falava Madre Teresa: a conversão do coração”.

No debate que se seguiu, os religiosos indianos, certos de que “as pessoas que fazem uma autêntica experiência de Deus possam compartilhar”, expressaram o desejo de “reavivar o fogo divino em nós para encher o mundo com a luz da sua bondade”.