Inglaterra e Gales: guia de atenção ao católico hospitalizado, apoiada pelo episcopado

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LONDRES, quinta-feira, 31 de maio de 2007 (ZENIT.org).- O episcopado da Inglaterra e Gales apóia uma iniciativa que, considerando uma população de 10% de católicos -- proporção que está aumentando com a imigração --, dá apoio, em coordenação com o sistema nacional de saúde, ao pessoal de saúde e ao paciente católico que recebe sua atenção.



Trata-se do site www.catholicsinhealthcare.org.uk e da série de publicações que «Catholic in healthcare» lançou este mês através de «Caring fo the Catholic Patient» («Cuidar do paciente católico»), ferramentas que apóia o Ministério da Saúde.

Respaldado pela Conferência dos Bispos Católicos da Inglaterra e Gales, «Catholics in Healthcare» é um grupo de católicos voluntários em atenção à saúde; procuram apoiar uma aproximação católica no âmbito da saúde.

O que motiva seu trabalho é o ensinamento da Igreja sobre o trabalho dos católicos na atenção à saúde ou ao âmbito social como parte importante do ministério curador de Cristo.

«A Igreja tem um papel extremamente importante na atenção à saúde. Não tentamos ensinar ao sistema de saúde o que fazer, nem buscamos uma postura privilegiada», mas «mostrar que os católicos têm uma afinidade natural com a atenção à saúde, e oferecer uma contribuição forte enquanto continuamos trabalhando em colaboração com o sistema de saúde», explicou na apresentação dessas novidades o bispo -- auxiliar de Liverpool -- Tom Williams, responsável por «Catholics in Healthcare».

«Testemunhamos a dignidade da pessoa por inteiro, amada e criada por Deus como um ser espiritual e emocional, não só físico», apontou o prelado, segundo cita «Catholic Communications Network» -- o organismo de relações com os meios da Conferência episcopal católica da Inglaterra e Gales.

Com um trabalho eficaz junto ao sistema nacional de saúde, «Catholic in Healthcare» se orienta a que estas publicações práticas -- as primeiras são «A Guide to Catholic Chaplaincy for NHS Managers & Trusts» e «Meeting the Pastoral Needs of Catholic Patients», disponíveis «on-line» em formato «pdf», o site e outras atividades futuras beneficiem a todos que dão ou recebem atenção à saúde no país.

O trabalho do grupo de voluntários, em coordenação com a saúde pública, tenta, entre outros objetivos, responder adequadamente às necessidades dos católicos, explicando quais podem ser e proporciona apoio às capelanias no âmbito da saúde.

Com seu site, também oferece um ponto de encontro para os católicos que, em todo o país, trabalham no âmbito da saúde, e oferece um programa do lançamento constante de atividades e publicações.

Algumas necessidades do paciente católico

«O que fazer se um paciente católico pede um capelão?», «O que fazer se morre um paciente católico?» e «Dias de importância para os católicos» são pontos sintetizados pela breve guia prática «Caring for the Catholic Patient -- Meeting the Pastoral Needs of Catholic Patients» («Cuidar do paciente católico -- Satisfazer as necessidades pastorais de pacientes católicos»).

A publicação leva em conta que, para os médicos, existe «uma obrigação moral de garantir que se satisfaçam as necessidades físicas, psíquicas e espirituais dos pacientes», e estes, se são católicos, desejam a assistência de um sacerdote em determinadas situações.

É o caso, por exemplo, da administração do Batismo quando um recém-nascido -- ou um adulto não batizado -- esteja em perigo de morte.

Igualmente, o opúsculo declara como deve administrar-se a Sagrada Comunhão, em consulta entre o capelão e o pessoal médico, atendendo à situação de saúde do enfermo.

O paciente católico pode solicitar desta forma a presença de um sacerdote para confessar-se. Neste caso, a guia assinala a necessidade de proporcionar privacidade.

Também se adverte que pode pedir a presença do capelão para receber a Unção dos Enfermos ou para orar.

Em todos estes casos, indica-se como atender o pedido do paciente, como respeitar sua intimidade, oferecendo-lhe biombos que preservem a privacidade, ou como manter em sua cabeceira o terço, medalhas ou o escapulário se não pudesse tê-los consigo por circunstâncias de sua atenção médica.