Iniciação cristã passa pela Igreja, diz Bento XVI a episcopado português

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CIDADE DO VATICANO, domingo, 11 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao falar aos bispos de Portugal no contexto do encerramento da visita ad limina apostolorum, esse sábado no Vaticano, Bento XVI recordou que a iniciação cristã passa pela Igreja.



Abordando o tema da «comunhão», o Papa explicou que os elementos essenciais desse conceito cristão encontram-se neste texto da primeira Carta de São João: «O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Quanto à nossa comunhão, ela é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo» (1, 3).

«Sobressai aqui o ponto de partida da comunhão – explicou o Santo Padre –: está na união de Deus com o homem, que é Cristo em pessoa; o encontro com Cristo cria a comunhão com Ele mesmo e, n’Ele, com o Pai no Espírito Santo.»

«Vemos assim – como escrevi na primeira Encíclica – que, ‘ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa [Jesus Cristo] que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo’ (Deus caritas est, 1).»

De acordo com o Papa, «a evangelização da pessoa e das comunidades humanas depende, absolutamente, da existência ou não deste encontro com Jesus Cristo».

Bento XVI reconheceu que o primeiro encontro «pode revestir-se duma pluralidade de formas», como o demonstram inúmeras vidas de Santos.

«Mas a iniciação cristã da pessoa passa, normalmente, pela Igreja: a presente economia divina da salvação requer a Igreja», disse.

«À vista da maré crescente de cristãos não praticantes nas vossas dioceses, talvez valha a pena verificardes ‘a eficácia dos percursos de iniciação atuais, para que o cristão seja ajudado, pela ação educativa das nossas comunidades, a maturar cada vez mais até chegar a assumir na sua vida uma orientação autenticamente eucarística, de tal modo que seja capaz de dar razão da própria esperança de maneira adequada ao nosso tempo’ (Exort. ap. pós-sinodal Sacramentum caritatis, 18)», indicou o Papa.