IOR: Comissão Cardinalícia de Vigilância estuda as suas diretrizes de ação

Frequência de reuniões será aumentada

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Sergio Mora | 355 visitas

A Comissão Cardinalícia de Vigilância se reuniu nesta segunda-feira, na sede do Instituto para as Obras de Religião (IOR), a fim de “finalizar as suas diretrizes de ação”, informou a Sala de Imprensa do Vaticano, especificando que os cardeais decidiram “que a comissão se reunirá três vezes por ano, além de outras ocasiões que possam ser exigidas por circunstâncias particulares”. Até agora, eram previstas duas reuniões por ano.

O papa Francisco ratificou no último dia 15 de janeiro a composição da comissão, que deverá durar cinco anos. Ela é formada pelos cardeais Christoph Schönborn, arcebispo de Viena; Thomas Christopher Collins, arcebispo de Toronto; Jean-Louis Tauran, presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso; Santos Abril e Castelló, da basílica papal de Santa Maria Maior; e Pietro Parolín, secretário de Estado.

O IOR, equivocadamente conhecido como o “banco do Vaticano”, começou um processo de melhora da transparência dos seus procedimentos e atividades durante o pontificado de Bento XVI. A reforma do instituto, que na década de 1980 se viu envolvido em uma série de escândalos financeiros, pôs em discussão a própria necessidade da sua existência.

O papa Francisco, em 7 de abril de 2014, decidiu que o IOR não será extinto e aprovou a proposta para a sua reforma, desenvolvida em conjunto pelos representantes da Pontifícia Comissão sobre o IOR (CRIOR), da Comissão COSEA (de Estudo da Estrutura Econômica Administrativa da Santa Sé), da Comissão de Cardeais do IOR e do Conselho de Controle do IOR. O Santo Padre reconheceu a relevância do IOR para as atividades missionárias da Igreja católica, da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano, desde que haja transparência e plena adequação às normas bancárias internacionais.

O papa apoiou o pedido feito pelo cardeal Pell, prefeito da Secretaria de Economia do Vaticano, equivalente ao ministério de Economia dos demais países, de continuar “o plano de reforma do instituto para cumprir a sua missão como parte das novas estruturas financeiras da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano".

O plano de reforma continua sendo levado em frente pelo presidente do Conselho de Superintendência, Ernst von Freyberg, e pelos diretores do IOR. As atividades do IOR também continuarão sendo supervisadas pela IAF (Autoridade de Informação Financeira).