Ir a Fátima é recordar «epopéia mariana», diz cardeal

D. José Saraiva Martins preside à peregrinação aniversária de maio

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FÁTIMA, quinta-feira, 24 de abril de 2008 (ZENIT.org).- O prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal português José Saraiva Martins, afirma que ir a Fátima significa para ele recordar uma das maiores «epopéias marianas».

Dom Saraiva Martins presidirá à Peregrinação Internacional Aniversária de Maio, dias 12 e 13, no Santuário de Fátima.

O cardeal conta em entrevista à Sala de Imprensa do Santuário que recebeu o convite «com profunda gratidão» a D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima.

«Considero o seu amável convite como um verdadeiro privilégio. Ele vai-me permitir encontrar, pela segunda vez, centenas de peregrinos de todo o mundo, vindos a Fátima para renovar a sua fé, manifestar o seu amor filial à ‘Senhora mais brilhante que o sol’ e agradecer-lhe por ter querido fazer desta humilde terra lusitana o ‘Altar do Mundo’.»

Dom Saraiva considera que a Cova da Iria «foi o lugar por Ela escolhido para falar aos homens do nosso tempo, transmitindo-lhes, por meio dos três inocentes Pastorinhos, uma importante e sempre atual mensagem de salvação».

O purpurado preside pela segunda vez a uma Peregrinação Aniversária em Fátima. A primeira presidência aconteceu na Peregrinação Aniversária de Maio de 2003, onde também esteve na qualidade de Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.

«Eu fui a Fátima em muitas ocasiões. Por exemplo, no ano 2000 tive a honra de acompanhar o Papa João Paulo II, na sua inesquecível viagem à Cova da Iria para beatificar a Jacinta e o Francisco; e em Outubro passado, para a inauguração da Igreja da Santíssima Trindade. Além disso, aproveito, todos os anos, o meu período de férias, que ordinariamente passo em Lisboa, para visitar a Branca Senhora», comenta.

Para Dom Saraiva Martins, «ir a Fátima, visitar a Capelinha das Aparições e os outros lugares santificados pela presença materna de Maria, é sempre, para mim, um acontecimento muito importante, que vivo com particular intensidade espiritual».

«Ir a Fátima é, para mim, em concreto, recordar uma das maiores ‘epopéias marianas’, talvez a maior, do século passado um dos maiores acontecimentos que marcaram a história da Igreja portuguesa e de muitos outros países dos vários continentes; é reviver uma história maravilhosa, não só eclesial, mas também social que ainda não acabou, mas que continua no tempo», acredita.

O cardeal recorda que esteve pela primeira vez em Fátima em Maio de 1973, quando, ainda jovem sacerdote, acompanhou o cardeal Arcádio Larraona (então Prefeito da Sagrada Congregação do Culto) numa sua viagem a Portugal.

«Íamos a caminho de Braga, onde ele ia participar num Congresso Internacional de Direito Canónico, mas decidimos fazer uma paragem em Fátima para visitar a Capelinha e o Santuário de Fátima», conta Dom José.