Iraque: assassinado enfermeiro cristão

Arcebispo de Kirkuk qualifica a situação de “preocupante”

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KIRKUK, segunda-feira, 5 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Nesse sábado foi encontrado morto Imad Elia Abdul Karim, enfermeiro cristão de 55 anos, sequestrado no mesmo dia em frente a sua casa, no bairro de Mualimin, em Kirkuk (Iraque). O arcebispo de Kirkuk qualifica a situação de "preocupante".

Fontes locais referiram a AsiaNews que, no sábado, a polícia encontrou o cadáver do homem "jogado" na rua, entre o bairro de Dumez e Asra Wa Mafqudin. É o mesmo lugar no qual foram assassinados, anteriormente, Aziz Risqo, um importante funcionário cristão da cidade, e outras duas mulheres. Segundo um primeiro informe médico, o corpo "apresenta evidentes sinais de tortura".


No mesmo dia, Dom Louis Sako, arcebispo de Kirkuk, havia lançado um chamado às autoridades e aos jornais locais pela libertação, definindo a situação dos cristãos como "preocupante", porque nos últimos meses estão sendo cada vez mais "objetivo de ameaças, sequestros e homicídios".


O sequestro aconteceu na tarde de 3 de outubro. Fontes locais explicaram que Imad Elia Abdulkarim estava consertando seu carro quando chegou um "grupo de três pessoas atirando". Os assaltantes o sequestraram.


"Imad -afirma um cristão- é um homem muito conhecido no ambiente da saúde em Kirkuk. O motivo do sequestro poderia ser um eventual pedido de dinheiro, ou ter relação com a atividade profissional do homem".


A comunidade cristã confirma o clima de "terror" pelos numerosos casos de "sequestros e homicídios acontecidos este ano". Após o sequestro do médico Samir Gorja, revela uma fonte local, algumas famílias "deixaram a cidade. O governo não faz nada e os cristãos se converteram em um objetivo" a atacar.


No mesmo dia do sequestro a Arquidiocese de Kirkuk lançou um chamado pela libertação do enfermeiro. Em uma mensagem aos meios de comunicação e às autoridades cidadãs, Dom Louis Sako confirmava que "os cristãos são um objetivo da violência" e denunciou todos que "visam aos lucros políticos" ou "se aproveitam de uma falta de ordem" para perpetrar sequestros e pedir "resgates em dinheiro".


"Todos sabem -recordou o prelado- que os cristãos são cidadãos deste país e desta cidade; ninguém tem dúvidas sobre seu amor à pátria, sua sinceridade". Falou de "atos contra os cristãos que querem ter um papel na reconstrução do país", de "uma cultura da humilhação que rejeitamos" e convidou "as autoridades governamentais e as pessoas honestas do Iraque e de Kirkuk a fazer de tudo para proteger os cidadãos, seja quem for".