Iraque, atentados contra xiitas e cristãos

Os fundamentalistas querem desencorajar qualquer apoio à resistência siriana

| 943 visitas

ROMA, quarta-feira, 7 dezembro, 2011 (ZENIT.org) - Estão de volta as bombas e o terror no Iraque. Foram três os atentados que abalaram Bagdá segunda-feira, causando pelo menos 11 mortos e dezenas de feridos: os alvos eram na sua maioria xiitas, mas também cristãos.

A primeira explosão ocorreu no distrito do norte de Urr, com 8 mortos e 18 feridos entre os peregrinos xiitas que foram para a capital iraquiana para a festividade de Ashura. Uma segunda bomba explodiu na tarde contra outro grupo de peregrinos, causando três mortes. Uma terceira bomba feriu 4 xiitas no bairro de Zaframiyah, no centro da cidade.

O ataque mais cruento aconteceu, no entanto, no norte da cidade de Hilla, na área de al-Nil, onde um carro-bomba explodiu no meio de uma procissão, matando 16 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

O Ashura, que é comemorado hoje, é a comemoração do martírio do Imam Husayn, que ocorreu no século VII, e tem sido durante muito tempo pretexto para as violências e os ataques da minoria sunita. A situação piorou após a queda do regime de Saddam Hussein e da ocupação militar dos EUA que terminará no final deste mês.

AsiaNews informa também relatos de agressões ocorridos nos últimos dias contra os cristãos. No dia 2 de dezembro em Zakho, no Curdistão, os fundamentalistas, instigados pelo imã local, destruíram lojas de licor, centros de massagens e um hotel, ferindo pelos menos 30 pessoas.

Ataques a lojas e instalações pertencentes aos cristãos caldeus, também têm ocorrido em Dohok.

Incidentes semelhantes, como relatado por AsiaNews ocorreram também em Bagdá, onde alguns gerentes de lojas de licor teriam recebido cartas ameaçadoras contra os seus negócios.

De acordo com fontes cristãs consultadas pela agência e permanecidas no anonimato por razões de segurança, no norte do país, os fundamentalistas estão travando uma campanha de intimidação planejada nos mínimos detalhes contra os cristãos para desencorajar os curdos sírios no apoio à resistência.