Iraque: Cristãos temem ser atacados, denuncia D. Louis Sako

O Patriarca da Igreja Caldeia, D. Louis Sako, denuncia a existência de um clima de tensão e insegurança

Roma, (Zenit.org) | 385 visitas

O Patriarca da Igreja Caldeia, D. Louis Sako, denuncia a existência de um clima de “tensão e insegurança” entre a comunidade cristã no Iraque.

Em declarações exclusivas à Fundação AIS, o antigo Arcebispo de Kirkuk diz mesmo que “os Cristãos temem ser atacados”.

No Iraque – diz – “a situação deteriorou-se, há falta de segurança. Morrem pessoas em explosões, as casas são destruídas. Mesmo que este seja um conflito entre sunitas e xiitas, os cristãos temem ser atacados. Alguns deixaram o país, outros ficam e estão à espera”.

Para o Patriarca, este não é um problema do Iraque mas sim de toda a região. “No Iraque, na Síria, e até mesmo no Líbano e na Jordânia, há um sentimento de tensão e insegurança. O fundamentalismo crescente é um desafio.”

O problema estende-se aos refugiados. D. Louis Sako visitou campos de refugiados na Turquia e no Líbano. Os Cristãos sentem “insegurança e falta de perspectivas. Não sabem para onde devem ir”.

Dada a situação de paralisia em que se encontra o país, a Igreja tem procurado auxiliar as famílias que estão em maiores dificuldades. 

Na capital iraquiana, Bagdade, o próprio edifício do seminário foi dividido em apartamentos que foram “disponibilizados para famílias carentes ou para jovens casais que desejem casar, de modo a poderem ficar” no país.

Evitar o êxodo maciço dos Cristãos tem sido, aliás, uma das batalhas do Patriarca da Igreja Caldeia. "Os Estados ocidentais não devem encorajar os cristãos a abandonar a região. Em vez disso, podem ajudar com projectos para que as pessoas fiquem, pelo menos nas aldeias.”

Para Louis Sako, que recentemente visitou 40 aldeias no norte do Iraque, “as pessoas conformam-se com pouco: medicamentos, creches, sementes, meios de transporte, postos de trabalho”. Precisam é de ajuda. Urgente.