Israel revoga sequestro de fundos da Igreja na Terra Santa

São fundos para instituições educativas

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 8 de junho de 2009 (ZENIT.org).- A embaixada de Israel na Santa Sé confirmou a ZENIT que não será efetuado o sequestro de fundos do Ministério da Educação desse país destinados a instituições educativas da Igreja Católica, como os meios de comunicação haviam denunciado.

Segundo havia informado a agência missionária AsiaNews em 20 de maio passado, poucos dias depois da visita de Bento XVI à Terra Santa, o chefe arrecadador do Ministério das Finanças de Israel, Iezekel Abrahamov, havia comunicado as instituições da Igreja em Israel que havia sequestrado seus fundos para obrigar-lhes a submeter-se a todas as exigências fiscais que considerava obrigatórias. 

Este gesto acontecia quando avançavam as negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel sobre questões que envolvem, entre outras coisas, o estatuto fiscal da Igreja em Israel e de suas instituições educativas e caritativas, em virtude do Acordo Fundamental que ambos firmaram ao estabelecer as relações diplomáticas em 1994.

Esta medida, contudo, parecia anunciar uma mudança de posição no governo israelense com respeito às últimas reuniões mantidas com a Santa Sé e as promessas feitas ao Papa em sua visita a Israel.

Um comunicado de imprensa enviado nesta segunda-feira voltava atrás e confirmava que não se aplicará o anunciado sequestro destas propriedades.

“A embaixada de Israel na Santa Sé informa que o sequestro de fundos do Ministério da Educação destinados a algumas instituições educativas da Igreja Católica em Israel não será efetuado e que a situação permanece inalterada”, explica o comunicado recebido por ZENIT.

O delegado da Custódia da Terra Santa em Roma, o padre franciscano David Jaeger, em declarações à AsiaNews expressou sua satisfação ao ver a mudança de posição de Israel. 

“Acredito que as negociações entre a Santa Sé e o Estado de Israel possam continuar em um clima de serenidade, e seguindo o compromisso compartilhado, várias vezes anunciado, de chegar ao Acordo o quanto antes possível”, afirmou o sacerdote.