Jasna Góra: Solidariedade do Patriarcado de Moscou

Famosa imagem da Madona Negra foi objeto de vandalismo

Czestochowa, (Zenit.org) Don Mariusz Frukacz | 1296 visitas

O Metropolita Hilarion Ałfiejew, Diretor do Departamento de Relações Exteriores do Patriarcado de Moscou, enviou uma mensagem ao arcebispo Waclaw Depo, Metropolita de Czestochowa em solidariedade ao clero e aos fiéis da Igreja na Polônia após a profanação do ícone milagroso de Nossa Senhora de Czestochowaem Jasna Góra, em dezembro passado.

O Arcebispo Waclaw Depo afirmou que "esta expressão de dor e solidariedade na oração é para nós um grande dom. É um dom para a unidade da Igreja e a unidade da fé ".

O Metropolita de Częstochowa disse a Zenit que o Metropolita Hilarion destacou em sua carta de solidariedade, as ameaças da civilização moderna que são contrárias ao Evangelho.

Dom Waclaw Depo vê o gesto do Metropolita Hilarion como uma "ação conjunta para preservar estes valores, que são os valores da vida para nós”.

O sacrilégio que ocorreuem Jasna Gora, dia 9 de dezembro de 2012, tem despertado profunda tristeza nos corações dos fiéis da Igreja Ortodoxa Russa, lê-se na mensagem do Metropolita  Hilarion.

"O ato foi recebido com indignação e amargura não apenas para os fiéis da nação polonesa, mas também pela Igreja Ortodoxa Russa. Com pesar, notamos o recente aumento do número de atos de vandalismo a lugares santos e igrejas cristãs. O mais triste é que esta ação tem lugar não apenas onde os cristãos são perseguidos abertamente, mas também nos países cuja cultura está profundamente enraizada na tradição cristã", afirma o Metropolita Hilarion.

"Este triste evento, juntamente com aqueles acontecidos em outros países, chama a um testemunho comum dos ortodoxos e dos católicos para manter as raízes cristãs da civilização européia", disse o Metropolita.

Na manhã de domingo, 9 de dezembro, um homem de 58 anos de idade, que aparentemente sofre de distúrbios psicológicos, jogou tinta preta contra a imagem de Maria  em Jasna Góra, conhecida como "Madona Negra" do santuário mariano perto de Czestochowa.

Os padres Paulinos, guardiões do santuário, emitiram um comunicado pedindo a todos os devotos da “Madona Negra” orações para a expiação do gesto insano.

O Arcebispo Waclaw Depo, Metropolita de Czestochowa, exortou os fiéis à oração. "Peço a todos os habitantes de Czestochowa para virem com seus pastores nestes dias a Jasna Góra para rezar em expiação por todos os crimes contra Deus, sua mãe e a Santa Igreja", lê-se na declaração do arcebispo.

A imagem da Madona Negra de Jasna Góra é, provavelmente, originária de Istambul, de onde, atravessando a Rússia, chegou à Polônia. Foi presenteada aos Padres Paulinos pelo príncipe Władysław Opolczyk, que em 1382 fundaram o mosteiro de Jasna Góra.

O chamado "Dilúvio sueco", ou a invasão da Polônia pelas tropas suecas no século XVII parou logo debaixo dos muros do santuário de Jasna Góra, que nunca foi conquistado.

O Servo de Deus, cardeal Stefan Wyszynski, escolheu o santuário de Jasna Góra como altar e confessionário da Polônia. Visitaram o santuário como peregrinos os dois últimos papas: Beato João Paulo II (1979, 1983, 1987, 1991, 1997, 1999) e Papa Bento XVI (2006).

(Trad.MEM)