Jerusalém, hebreus ultra-ortodoxos invadem o Cenáculo e expulsam os peregrinos cristãos

Presente entre eles também um parlamentar membro do Likud, o partido de Benjamin Netanyahu. Há tempo se discute sobre o possível uso do Lugar santo pelos cristãos

Roma, (Zenit.org) Redacao | 366 visitas

Expulsos enquanto celebravam a Solenidade de Pentecostes. Isso aconteceu com um grupo de peregrinos cristãos que se reuniram para a festa no Salão da Última Ceia, mandados embora por um grupo de judeus ultra-ortodoxos que ocupou a sala exibindo-se com cantos e danças.

O incidente ocorreu na tarde dessa segunda-feira, 09, poucas semanas após a visita do Papa Francisco na Terra Santa, que, no último dia, teve a permissão para celebrar a Missa no Cenáculo juntamente com os bispos e patriarcas locais.

De acordo com fontes da polícia israelita, retomadas pela Asia News, o grupo era composto por "cerca de 30" judeus ultra-ortodoxos. Entre eles também estava presente Moshe Feiglin, parlamentar do Likud, um partido de direita, que também pertence ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

A sala do Cenáculo, onde foi a Última Ceia Jesus com os apóstolos e Pentecostes, é um quarto no segundo andar de um edifício perto da área de Monte Sião. Desde o século XII, pensa-se que no térreo daquele lugar foi sepultado o rei Davi. Muitos, no entanto, são os arqueólogos e historiadores que duvidam desta teoria.

O lugar – explica Asia News - pertence ao Estado de Israel, e não permite que nenhuma Igreja cristã realize funções religiosas. Só João Paulo II e o Papa Francisco tiveram essa oportunidade.

No passado, muitas vezes se tem falado de uma cessão do uso do Cenáculo à Custódia da Terra Santa, que era o dono original da propriedade do Lugar santo, antes dos otomanos e depois os israelenses a tomarem. Perto do cenáculo aparece, com frequência, pichações ofensivas e violentas contra os cristãos. (Trad.TS)