JMJ: jovens aprenderam significado da “comunhão espiritual”

Balanço do porta-voz da Santa Sé

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Os jovens que participaram do encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) aprenderam, junto a Bento XVI, o sentido da “comunhão espiritual”, explica o porta-voz da Santa Sé.

Esta é a lição que tira do evento o Pe. Federico Lombardi SJ, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, no balanço feito em Octava Dies, informativo do Centro Televisivo Vaticano.

O sacerdote recorda o momento culminante da JMJ de Madri, a vigília e a Missa em Cuatro Vientos, “encontro com o Papa, mas acima de tudo celebração comunitária junto ao Papa, na presença de Cristo”.

Segundo o porta-voz, há dois aspectos característicos que se desprendem do evento e que serão cruciais para a reflexão dos jovens e da Igreja, sobre a relação com Jesus Cristo presente na Eucaristia.

Antes de mais nada, a adoração vespertina, explica. “Desde a JMJ de Colônia, em 2005, a adoração eucarística tem um lugar central na vigília, e o silêncio absoluto de centenas de milhares de jovens em oração ajuda toda a Igreja a redescobrir a importância da adoração eucarística, que muitos haviam subestimado ou esquecido. Estar em silêncio com Jesus: assim se pode começar a escutar e a falar com Ele, pode-se alimentar a comunhão com Ele e aprofundar nela.”

Depois vem a comunhão espiritual, insiste. “O fato de que, durante a Missa, por causas não previsíveis, numerosos jovens não tenham podido receber a comunhão sacramental, nos ajudou a recordar as preciosas palavras de um recente documento do Papa, que alertam sobre certo automatismo, quase como se, pelo simples fato de estar na igreja durante a liturgia, se tenha o direito ou talvez o dever de participar da mesa eucarística.”

“Também quando não é possível receber a comunhão sacramental, a participação na Santa Missa continua sendo necessária, válida, significativa e frutuosa.” Nestas circunstâncias, é necessário “cultivar o desejo da plena união com Cristo”, como diz uma antiga e bela tradição, fazer a “comunhão espiritual” (Sacramentus caritatis, 55).

“Na Missa, a comunidade da Igreja celebra a morte e ressurreição de Jesus, vivo e presente. Recebê-lo sacramentalmente continua sendo um dom gratuito; o desejo intenso de estar unidos a Ele é também uma eficaz fonte de comunhão. Esta é uma palavra importante de esperança e de solidariedade para todos aqueles que, por tantos motivos – práticos ou ligados à condição de vida familiar –, não podem hoje receber a comunhão sacramental. É uma grande mensagem positiva do não desejado jejum eucarístico de um milhão de jovens em Cuatro Vientos”, conclui o Pe. Lombardi.