Jovens chineses, inquietude que reitor-mor dos salesianos apresenta ao Papa

Pe. Pascual Chávez, reeleito por outros 6 anos à frente da Congregação

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Por Marta Lago

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 31 de março de 2008 (ZENIT.org).- «Dedicar-nos também à juventude da grande China»: é o sonho que, em nome da Congregação salesiana, confiou hoje ao Papa o Pe. Pascual Chávez, reeleito reitor-mor desta família religiosa.

«Proximidade e adesão» ao Papa, «amor e plena dedicação ao serviço da Igreja»: são palavras com as quais o sacerdote confirmou a fidelidade da Sociedade Salesiana de São João Bosco na audiência que Bento XVI concedeu por ocasião de seu 26º Capítulo Geral.

No marco de sua celebração, em 25 de março, o Pe. Pascual Chávez Villanueva (México, 1947) foi reeleito, em primeira votação, à frente dos 161 mil salesianos – presentes em 129 países – por outros seis anos. É o nono sucessor de São João Bosco. Os membros deste Capítulo que Roma acolhe são 233.

Na Sala Clementina do Palácio Apostólico vaticano se congregaram, na audiência papal, os capitulares, e o Pe. Pascual Chávez apresentou a Bento XVI o novo Conselho Geral, eleito na semana passada, assim como os inspetores provinciais e os delegados das 96 circunscrições nas quais se subdivide a Sociedade salesiana.

Traçou, em sua mensagem ao Papa, a vida e horizontes apostólicos da Congregação, que se propõe a revitalização de seu carisma originário aprofundando em São João Bosco, cujo lema – «Da mihi animas, cetera tolle» («Dai-me almas, ficai com o resto») – orientou seu apostolado entre os jovens, expressando, por sua vez, «sua total entrega a Deus» e «uma grande paixão apostólica».

Consciente da atualidade de seu «carisma educativo», a Congregação deseja «vivê-lo intensamente pelo bem da juventude como uma contribuição original à missão evangelizadora da Igreja», expressou, perante o Santo Padre, o reitor-mor dos salesianos.

O «Projeto África» – que iniciou há três décadas o então reitor-mor, pe. Egidio Viganò –, uma grande iniciativa de parcerias fraternidades missionárias, multiplicou a presença salesiana até alcançar 42 países do continente, confirmou o Pe. Pascual Chávez.

Prossegue o empenho salesiano na área educativa na América Latina, sempre com grande atenção «aos jovens mais pobres das periferias urbanas, das ruas e também das áreas menos desenvolvidas do continente», prosseguiu em seu discurso em italiano.

«Na Ásia e na Oceania», pontos do planeta de menor difusão proporcional do catolicismo, «temos um grande florescimento vocacional – sublinhou – e a evangelização é levada adiante com entusiasmo, sobretudo entre as populações de origem tribal.»

E admitiu: «temos um sonho no coração: dedicar-nos também à juventude da grande China e assim levar a cumprimento o sonho missionário de Dom Bosco».

«Quando o Senhor desejar abrir esta porta, será uma grande alegria para toda a Igreja e também para a nossa Congregação», disse a Bento XVI o reitor dos salesianos.

Enfatizou depois o continente europeu, onde a missão «ad gentes» exige um «renovado empenho», como nas áreas mais avançadas da América do Norte e Austrália.

«Dom Bosco nos impulsiona a buscar novos caminhos para encontrar também esses jovens que muitas vezes não apresentam sinais de pobreza material, mas certamente têm uma grande carência desde o ponto de vista espiritual» tendo inclusive «perdido o sentido da vida», lamentou.

Por isso, o presente Capítulo Geral tende a formular um «Projeto Europa» para «redesenhar a presença salesiana» no continente de forma mais incisiva e eficaz, procurando «uma nova proposta de evangelização – explicou o Pe. Pascual Chávez – para responder às necessidades espirituais e morais destes jovens» «peregrinos sem guias nem metas».