Jovens devem ser educados para o amor, diz bispo

Dom Dimas Lara aponta importância de uma visão integral da pessoa humana

| 756 visitas

BRASÍLIA, quarta-feira, 6 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), os jovens devem ser educados no horizonte de uma antropologia integral que tem como ponto fundamental o amor.



«Para além dos aspectos biológicos e meramente comportamentais, é o amor, com todas as suas conseqüências - solidariedade, respeito, doação, generosidade, perdão, renúncia - que deveria reger todos os relacionamentos e projetos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus, que é Amor», afirma Dom Dimas Lara Barbosa.

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro, em artigo difundido pela CNBB esta quarta-feira, destaca que faz parte do anúncio do Evangelho uma antropologia integral, que contempla o ser humano nas suas relações consigo mesmo, com o outro, com o mundo e com Deus.

«Uma antropologia que contemple também o jovem e o adolescente na sua capacidade de perguntar-se sobre o sentido da própria sexualidade e de dar a essas perguntas respostas pessoais e livres», escreve.

Segundo o bispo, «infelizmente, muitos são os que consideram o outro - sobretudo a outra - como um mero objeto de prazer, mais ou menos identificado.»

«Mesmo quando não chegam a uma relação sexual propriamente dita, muitos são os que não permanecem indiferentes quando percebem que foram usados e descartados. Aliás, existem mil maneiras de se abusar do outro, de brincar com seus sentimentos - traições, desprezo, enganos...»

Dom Dimas recorda que «não poucos adolescentes estão à procura de um programa meramente prazeroso e descomprometido, e não poucos chegam à prática sexual, sem terem condições físicas, psíquicas ou econômicas para assumirem suas conseqüências».

«Incontáveis, por outro lado, são os pais que se sentem perdidos, sem saber como orientar seus filhos e filhas a esse respeito. Essas e outras situações são suficientes para não se permitir um tratamento leviano da questão», afirma.

«Nossos jovens são preciosos demais para serem reduzidos à simples dimensão de um corpo. E o sexo não pode ser banalizado e reduzido à sua mera condição de instinto», escreve o bispo.

Segundo Dom Dimas, a Igreja anuncia o sentido mais profundo da sexualidade humana, que se manifesta no amor e para o amor.

«Aliás, é o amor o fundamento da própria castidade. Não foi à toa que Jesus o colocou como distintivo dos verdadeiros discípulos: “Nisto todos saberão que vós sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros!” (Jo 13,35).»