Laicismo também afeta áreas da Terra Santa

Segundo o vigário da Custódia da Terra Santa

| 929 visitas

TARRAGONA, quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008 (ZENIT.org-Veritas).- Na região da Galiléia, os cristãos correm o mesmo perigo que os cristãos na Europa: vêem sua fé diluída pelo laicismo. Assim assinalou o vigário da Custódia da Terra Santa, Artemio Vítores O.F.M., em uma coletiva de imprensa que ofereceu hoje na Casa do Arcebispado de Tarragona, acompanhado pelo arcebispo de Tarragona, Dom Jaume Pujol, prévia a diversas conferências que oferecerá nesta tarde e nos próximos dias em Terragona.

O franciscano também se referiu aos problemas que os cristãos vivem na cidade de Belém, «que podemos perder».

«A segunda Intifada converteu a cidade em uma prisão, na qual é preciso permissão para poder trabalhar em Jerusalém; também reduziu, durante cinco longos anos, o número de peregrinos à sua mínima expressão, pondo uma cidade que vive do turismo em uma situação extrema e levando muita gente a emigrar», explicou Vítores.

«Se os cristãos desaparecerem da Terra Santa, os Santos Lugares se transformarão em museus, lugares bonitos aos quais roubaram a alma», advertiu.

Também alertou sobre a redução de cristãos na área, que passaram de representar 60% da população no ano 1967, a apenas 15% na atualidade. Concretamente em Jerusalém, no ano 1948, 20% da população era cristã, e hoje só 1,4%.

O Pe. Vítores afirmou que apesar de todos os conflitos, «a paz é uma esperança pela qual vale a pena lutar» e destacou que «deve-se ensinar a tolerância como única condição para viver».

O religioso assinalou que os franciscanos crêem que «o cristianismo pode ser salvo com escolas, escolas abertas a todo mundo, nas quais se respeite a identidade do outro e, no fundo, são instituições que se acabam convertendo em oficinas de convivência».

O sacerdote pediu ajuda para os cristãos de Jerusalém, «porque eles nos deram a vida» e recordou as palavras de São Frutuoso, que, pouco antes de morrer martirizado em Tarragona, assinalou que «é preciso se preocupar por todos os cristãos, do Oriente e do Ocidente».

Neste sentido, Dom Pujol explicou que, em sua arquidiocese, «um dos projetos sociais planejados para o Ano Jubilar é a ajuda à Terra Santa», ajuda que se canaliza não só através das lâmpadas que se vendem na Sala do Peregrino, mas, entre outros aspectos, animando os fiéis para que a coleta da Sexta-Feira Santa seja a mais generosa possível.