Lei da morte digna começa a ser tramitada no País Vasco

Texto aborda práticas de eutanásia

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MADRI, segunda-feira, 9 de julho de 2012 (ZENIT.org) - O Parlamento Vasco acaba de dar sinal verde à tramitação da proposta de lei sobre os direitos e a dignidade das pessoas no final da vida.

O texto apresenta as mesmas práticas eutanáticas presentes em leis semelhantes nas regiões da Andaluzia e de Aragão. A título de exemplo, o médico pode interromper a alimentação do paciente sem consultar ninguém; é admitido o direito à sedação sem limites nem referência às boas práticas médicas; e os médicos que não quiserem aplicar as práticas eutanáticas, como a sedação desproporcional ou claramente contraindicada, cometerão infração gravíssima.

Em síntese, como explica Santiago Díez, porta-voz da associação Profissionais pela Ética, a proposta de lei segue o mesmo modelo de leis já existentes em outras regiões espanholas. “Mas nós temos a experiência de que, na Comunidade Foral de Navarra, uma proposta similar foi modificada para garantir os direitos do paciente sem introduzir a eutanásia camuflada. É preciso fazer um trabalho pedagógico e dar informação clara e científica para os grupos políticos e para a opinião pública em geral”.

Díez confirmou que a associação Profissionais pela Ética, que já apresentou alegações na tramitação de leis sobre a “morte digna” na Andaluzia e em Aragão, fará o mesmo nesta ocasião. O porta-voz reafirma: “Agora contamos com o respaldo da resolução recentemente aprovada pela assembleia parlamentar do Conselho da Europa, que proíbe a eutanásia”.