Liberdade religiosa e o diálogo inter-religioso

Simpósio de Ecumenismo discute evangelização e diálogo entre religiões

São Paulo, (Zenit.org) | 533 visitas

Professores do ensino religioso, agentes de pastoras e especialistas se reúnem a partir de hoje, 17, em São Paulo, para debater os aspectos determinantes do pluralismo eclesial e religioso no Brasil. Esse é um dos objetivos do V Simpósio de Formação Ecumênica e XVI Encontro de Professores de Ecumenismo, que serão realizados, simultaneamente, até o dia 19 de janeiro.

O evento é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, com o propósito de capacitar agentes de pastoral e professores.

A conferência de abertura, prevista para às 15h, contará com a presença do padre Marcial Maçaneiro, teólogo e professor, com atuação no MEC para verificação de cursos de Filosofia e Teologia no Brasil. Ele irá debater com os participantes as declarações Nostra Aetate Dignitatis Humanae, que tratam da  liberdade religiosa e sobre o diálogo inter-religioso. Esses textos foram escritos durante o Concílio Vaticano II e completaram 50 anos de suas publicações.

O perito em ecumenismo, padre Gabriele Cipriani, que possui longa trajetória de estudos da temática, abordará o Decreto sobre Ecumenismo Unitatis Redintegratio, no qual a Igreja incentiva promover a unidade entre os cristãos. Assinado pelo papa Paulo VI, o decreto “quer propor a todos os católicos os meios, os caminhos e as formas com que eles possam corresponder a esta vocação e graça divina”.

Diálogo

De acordo com o assessor da comissão, padre Elias Wolff, o seminário pretende aprofundar a compreensão das orientações do Concílio Vaticano II sobre o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, para favorecer atitudes de encontro, diálogo e cooperação entre igrejas e religiões.

“Queremos intensificar o processo de formação para quem já estuda e analisa o contexto religioso brasileiro. Também esta é uma oportunidade aos agentes que atuam na dimensão pastoral, na tentativa de buscarmos métodos para vincular a evangelização e o diálogo. Desta forma, encaminhar a ação missionária da Igreja, a partir da convivência entre cristãos e membros de outras religiões”, explica padre Elias.

Fonte:CNBB