Libertados os dois bispos em Aleppo

Em menos de 24 horas foram sequestrados e libertados

Roma, (Zenit.org) Antonio Gaspari | 444 visitas

Os dois bispos ortodoxos, Bulos Yazigi e Yuhanna Ibrahim foram sequestrados ontem e libertados hoje. Notícia divulgada pela edição árabe de ZENIT, e confirmada posteriormente pelo  L'Oeuvre d'Orient de Paris.

A notícia do sequestro foi dada pelo site Ora pro Síria. Os dois bispos ortodoxos de Aleppo voltavam de uma cidade onde estavam para uma missão humanitária. O carro foi interceptado. Um grupo de homens armados, depois de matar o diácono que dirigia, sequestrou os dois bispos.

Sobre o acontecido o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, declarou que “o sequestro dos dois Metropolitas de Aleppo, respectivamente da Igreja Síria Ortodoxa, Mas Gregorios Ibrahim, e da Grega Ortodoxa de Antioquia, Paul Yazigi, bem como a morte do motorista, confirma a dramática situação em que vive a população da Síria e a comunidade crista”.

Padre Lombardi disse que o Papa Francisco foi informado sobre o gravíssimo fato “que se soma à violência crescente dos últimos dias e à vasta emergência humanitária que atinge o país. Francisco acompanha os eventos com muita participação e preces intensas pela saúde e a libertação dos dois bispos sequestrados e para que, com o esforço de todos, o povo sírio possa finalmente ver respostas eficazes ao drama humanitário e o surgimento no horizonte de esperanças reais de paz e reconciliação”.

Segundo declara a Radio Vaticana, padre George Abou Kazen, administrador apostólico de Aleppo, os dois bispos sequestrados na Síria cumpriam uma missão: libertar dois sacerdotes, também sequestrados há alguns meses.

Em 15 de fevereiro os sequestradores prometeram que iriam libertá-los. As vítimas foram um padre do rito armeno católico e um padre do rito bizantino grego ortodoxo. Ao que parece, os bispos chegaram a um acordo e foram buscar os dois sacerdotes. Depois, alguma coisa ainda desconhecida aconteceu.

Na entrevista concedida a Francesca Sabatinelli, padre Kazen afirmou que o motorista do bispo sírio ortodoxo, que morreu, era cristão do rito romano, católico. “Era um paroquiano nosso”.

Sobre uma provável solicitação de resgate, padre Kazen disse não saber de nada e que “não precisa encorajar a violência dando armas para as pessoas, mas buscar uma justa reconciliação, um diálogo entre todos. Sabemos bem que precisamos das pessoas de fora, potências que não são sírias. Estes encorajam a violência e a guerra. Que encorajem o diálogo! E isso que precisamos. O diálogo, a reconciliação: essa é a via justa para a paz”.

Depois, chegou a notícia da libertação. A situação continua grave, mas pelo menos os dois bispos estão vivos e livres.