Libertar a família humana da fome é prioridade, diz Papa

Pontífice envia mensagem à FAO no Dia Mundial da Alimentação

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CIDADE DO VATICANO, domingo, 17 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI destacou a necessidade de valorizar adequadamente o setor agrícola e dar prioridade ao objetivo de libertar a família humana da fome, em sua mensagem à FAO com motivo do Dia Mundial da Alimentação 2010, que se celebrou nessa sexta-feira.

Esta mensagem, que o Papa enviou ao diretor geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, Jacques Diouf, foi publicada na sexta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

“O tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano, ‘Unidos contra a fome’, é uma oportuna recordação de que todos têm de realizar um compromisso para dar ao setor da agricultura sua importância adequada”, assinala o Papa.

“É necessário que todos – dos indivíduos às organizações da sociedade civil, Estados e instituições internacionais – deem prioridade a um dos objetivos mais urgentes da família humana: a libertação da fome”, acrescenta.

Bento XVI considera que “para conseguir se libertar da fome, é necessário garantir não só que se disponha de comida suficiente, mas também que todo o mundo tenha acesso diário a ela”.

“Isso significa promover todos os recursos e infraestruturas necessários para sustentar a produção e a distribuição em escala suficiente para garantir plenamente o direito à alimentação”, explica.

O Papa lamentou que “muito frequentemente a atenção se desvia das necessidades das populações”, que “não se dá suficiente ênfase ao trabalho no campo, e os produtos da terra não recebem a proteção adequada”.

“Como resultado – constata –, produz-se o desequilíbrio econômico e se ignoram os inalienáveis direitos e a dignidade de toda pessoa humana.”

Recolhendo o tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano, o bispo de Roma adverte que “se a comunidade internacional estiver verdadeiramente unida contra a fome, então a pobreza deveria se superar através de um autêntico desenvolvimento humano, baseado na ideia da pessoa como unidade de corpo, alma e espírito”.

E isso indica porque “hoje, no entanto, há uma tendência a limitar a visão do desenvolvimento a uma que satisfaça as necessidades materiais da pessoa, especialmente através do acesso à tecnologia”.