Líderes católicos exigem do Senado americano ajuda humanitária urgente

Pedem que tenha prioridade sobre os serviços para abortar

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WASHINGTON, segunda-feira, 10 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Líderes católicos chamaram o Senado dos Estados Unidos a apoiar o destino de fundos à ajuda humanitária urgente e às atividades de desenvolvimento para os países mais pobres do mundo, ao invés de serviços para abortar.



O pedido foi feito em uma carta assinada pelo bispo Thomas Wenski, de Orlando, presidente da Comissão de Política Internacional da Conferência Episcopal, e por Ken Hackett, presidente dos Serviços de Ajuda Humanitária da Igreja Católica nos Estados Unidos.

Em 5 de setembro passado, a carta foi enviada aos senadores, enquanto debatiam as designações públicas a ações exteriores dos Estados Unidos, no Orçamento de 2008.

Segundo a carta, é de especial interesse conceder fundos adequados à «Millennium Challenge Account/Corporation» (MCA), que ajuda os países mais vulneráveis a fazer reformas-chave.

A carta indica que entre estas reformas se «incluem medidas de bom governo e de anticorrupção, direitos ampliados para grupos insuficientemente representados, tais como mulheres e produtores rurais, e compromissos de investimentos sociais em saúde e saneamento».

«Se não se dão suficientes fundos à MCA, pode-se perder a oportunidade de importantes reformas que produzam um desenvolvimento significativo em alguns dos mais pobres irmãos e irmãs», escrevem Dom Wenski e Hackett.

Desta forma, os que assinaram solicitam fundos para programas de abstinência sexual com o fim de controlar a Aids.

«Instamos com força o Senado para que reponha os fundos designados à prevenção do vírus da Aids de transmissão sexual mediante a abstinência e a educação na fidelidade, no Plano de Emergência do Presidente para Ajuda contra a Aids (PEPFAR)», explicita a carta.

A carta acrescenta: «PEPFAR incluiu uma designação de 7% (um terço dos fundos de prevenção da Aids) a programas de abstinência antes do matrimônio.

A carta insta também os senadores a reconsiderar a decisão aprovada no Senado que rescindiria uma política concreta, adotada na Cidade do México. Os signatários da carta explicam que a citada política tem por objeto evitar que o dinheiro dos Estados Unidos vá a grupos que «realizam ou promovem abortos como método de planejamento familiar».

A carta pede também a reinstalação «da Emenda Kemp-Kasten na lei atual, que proíbe o apoio a organizações que ajudam a dirigir programas que usam o aborto coercitivo e a esterilização». Segundo os signatários, a norma aprovada em comissão minaria a lei neste aspecto.

«A persistência da fome cheia de miséria, pobreza e enfermidade no mundo é um desafio moral significativo – concluem Wenski e Hackett. Programas que obtiveram resultados em combater e reduzir a pobreza e enfermidade merecem o pleno apoio do Congresso dos Estados Unidos.»