Líderes religiosos no Oriente Médio acolhem o apelo de paz do Papa Francisco

Os patriarcas Bechara Rai e Youhanna Yazigi : "É inaceitável que alguém destrua a vida dos sírios. Os cristãos sírios nunca serão instrumento de guerra e de tráfico de armas"

Roma, (Zenit.org) Redacao | 609 visitas

Os Patriarcas e os líderes das igrejas cristãs do Oriente Médio se unem à oração pela paz na Síria, convocada ontem pelo Papa Francisco no Angelus. O apelo do Santo Padre - referem-se vários líderes das Igrejas Orientais à Agencia Fides – "abriu espaço nos corações em todos os níveis, bispos e fiéis. As comunidades cristãs na Síria, no Oriente Médio estão felizes e prontos para se unir em jejum e oração”.

Em particular - informa a Fides - o patriarca maronita de Beirute, cardeal Bechara Rai, visitou ontem à tarde o patriarca greco-ortodoxo de Antioquia, Youhanna Yazigi. Os dois líderes disseram que estavam "profundamente confortados pelo apelo do Papa" e confirmaram o compromisso de sensibilizar as respectivas comunidades para a oração e pediu "a todos os países estrangeiros, da região ou mais longe, para lutar por resolver o conflito através de meios políticos, diplomáticos e pacíficos”.

Como se lê em uma declaração conjunta emitida após o encontro, pelo cardeal Rai e o patriarca Yagizi é " inaceitável que alguém destrua a vida dos sírios"; portanto, os dois líderes se dizem "contrários a qualquer intervenção armada estrangeira na Síria", porque - destacam- a guerra "não traz nada além de destruição e ruína".

"Nós, cristãos, no mundo árabe – afirmam – ajudamos a construir a nossa cultura e a nossa sociedade, uma cultura de convivência e de moderação". Portanto – continua a declaração - " queremos sempre falar a língua do diálogo e da paz". Em conclusão, os dois patriarcas reafirmaram que os cristãos no Oriente Médio "nunca serão um instrumento de guerra e de tráfico de armas", e, na verdade, o único dever deles será "construir uma sociedade baseada no respeito, no amor, na cooperação com o próximo".