Mais de 700 missionários a serviço da Igreja na Espanha durante esta Semana Santa

112 famílias e cerca de 150 jovens da Juventude e da Família Missionária ajudarão 22 párocos em localidades de 10 províncias da Espanha

Madri, (Zenit.org) | 1002 visitas

São cerca de 750 os jovens e famílias que quebram a rotina e vivem uma Semana Santa diferente com a Família e a Juventude Missionária (www.soymissionero.es), apostolado do movimento Regnum Christi que completa doze anos na Espanha a serviço da Nova Evangelização. Eles são missionários singulares, que, acompanhados por quase quarenta sacerdotes legionários de Cristo e alguns consagrados e consagradas, ajudarão 22 párocos de pequenas localidades de 10 províncias a compartilhar a alegria da sua fé com outras famílias e jovens, além de propiciar no coração das pessoas e no deles mesmos uma experiência pessoal de encontro com o Cristo vivo.

A Semana Santa, momento crucial da fé do católico, é uma época de muito trabalho para os sacerdotes que atendem sozinhos mais de dez, vinte, até trinta localidades. 150 jovens e 112 famílias (282 adultos e 294 crianças) de toda a Espanha ficam 100% à disposição desses párocos até o domingo de Ressurreição, nas províncias de Astúrias, Burgos, Cáceres, Castellón, Córdoba, Guadalajara, Huesca, Múrcia, Palência e Teruel.

Os missionários ajudam na organização das procissões e da liturgia; visitam os doentes, convidam de casa em casa a participar nos ofícios litúrgicos e nos sacramentos e dão testemunho vivo da sua fé. Os motivos que os levam a viver uma Semana Santa de missões são a experiência única de serviço à Igreja e aos párocos; o fato de transmitir aos filhos uma fé viva por meio do testemunho; a partilha da busca de Deus com outras famílias em comunidade; e a meta de tornar mais profunda e madura a própria experiência de que Cristo é real, presente e vivo.

“A educação e a fé são o fundamental que queremos deixar como herança para os nossos filhos”, diz Marta Subirana. “E a fé não é uma coisa que você vive porque os seus pais mandaram: você precisa de um encontro pessoal com Cristo. Não são palavras: só com um testemunho real e vivo do que é ser cristão é que vamos deixar uma marca nos nossos filhos”. É o sexto ano que ela parte em missão com o marido e os filhos para ajudar os padres Pedro e Luis no Vale de Mena, Burgos, onde a Família Missionária colabora há 12 anos com os párocos, que, sozinhos, atendem 25 povoados. “No mais íntimo do coração, você sente uma grande paz; aquela paz que, na entrega ao próximo, enche a vida de sentido verdadeiro”, reconhece.

O pe. Ángel Luis é pároco em Las Hurdes, onde a Família Missionária atua há 8 anos. Da experiência missionária, o padre destaca, neste Ano da Fé, a força da comunidade: “O dia-a-dia aqui não tem nada de extraordinário. Quando dá aquela sensação de que somos poucos e que tudo está se apagando, a chegada e a presença das famílias missionárias ajuda a fortalecer e revitalizar a fé das pessoas simples, nos ajuda a sentir um amparo: vivemos muitíssimo melhor a fé em comunidade”, afirma o pe. Ángel.

Santiago Alonso é o responsável por 17 famílias missionárias que visitam diversas localidades em Palência: “Este ano vêm muitas famílias novas”, conta, “e eu queria que elas fizessem a experiência da enorme felicidade de descobrir que a melhor maneira de aumentar a fé é compartilhando. Você conhece mais a Deus quando o procura porque quer compartilhá-lo”, garante ele.

Juan Antonio Ramos, responsável pelas 7 famílias que ajudarão o pe. Pedro em Cabrales, nas Astúrias, corrobora a experiência de que a própria busca é o melhor jeito de se doar aos outros: “Nas missões, você tem um encontro pessoal com Cristo, ajuda os outros, mas sempre procurando você também esse encontro com Cristo”.

Carlos del Castillo é um veterano com 12 anos de missões. Ele vai ajudar o pe. Rubén Pulido em Ponga e Amieva, também nas Astúrias: “No dia-a-dia, a gente perde muitas vezes o senso do que importa, e a Semana Santa é um impacto tão forte que ajuda a focar no que importa de verdade”, testemunha. “Mais uma vez Ele vai subir à cruz… E eu, onde é que vou estar?”, se pergunta.  Carlos descobriu que “para Deus não existe o tempo”, e que, portanto, “quando estamos em adoração diante do Santíssimo, na quinta-feira santa, não estamos recordando o Getsêmani como se estivéssemos lá, mas o revivemos, porque, realmente, estamos lá com o Senhor, de verdade!”, exclama, maravilhado. “Do que mais podemos precisar?”.