Mais de mil pessoas no Meeting de Rímini para conhecer melhor as células estaminais

Três salões adicionais foram necessários para receber o público interessado na conferência promovida pela Fundação InScientiaFides

Roma, (Zenit.org) Redacao | 512 visitas

Mais de mil pessoas participaram do encontro promovido no Meeting de Rímini pela Fundação InScientiaFides sobre o conhecimento das células-tronco, os projetos para aumentar a sua disponibilidade e as novas perspectivas da pesquisa italiana e internacional.

Com a moderação de Sandro Ricci, diretor geral da Fundação Meeting para a Amizade entre os Povos, a conferência “Células estaminais adultas: um tesouro para o homem” transmitiu uma mensagem positiva ao público do encontro, desejoso de entender melhor o que as células-tronco representam para a ciência e para a saúde dos cidadãos.

Luca Pierelli, da Universidade La Sapienza, de Roma, destacou o papel das células-tronco adultas empregadas habitualmente no tratamento de doenças do sangue.

Daniel Mazzocchetti, biólogo do Biobanco InScientiaFides, apresentou um trabalho científico realizado pela Fundação InScientiaFides juntamente com as universidades Luiss e La Sapienza, que visa aumentar a coleta de células-tronco contidas no sangue do cordão umbilical.

Giuseppe Ragusa, professor de Econometria na Universidade Luiss, apresentou um modelo econômico desenvolvido pela Fundação InScientiaFides para fomentar a eficaz relação público-privada com vistas a melhorar a eficiência na coleta de células-tronco adultas.

Domenico Coviello, do Hospital Galliera, de Gênova, e vice-presidente da Associação Scienza e Vita, apresentou uma aplicação concreta das células-tronco reprogramadas para o tratamento da epilepsia.

Particularmente emocionante foi o vídeo-testemunho de Giacomo ‘Jack’ Sintini, jogador de voleibol da equipe Trentino e protagonista de uma experiência em que primeiramente foi vítima de uma doença grave e, depois, graças a uma força de vontade extraordinária e ao uso de células-tronco da medula óssea, conseguiu se tornar um atleta decisivo na final do campeonato de 2013, que foi conquistado pelo seu time e no qual ele foi eleito o melhor jogador da partida decisiva.

“A fé, a família, os médicos e o mundo do esporte me ajudaram a sair de um drama. Depois de sete ciclos de quimioterapia e um transplante de células estaminais da medula óssea, a minha vida recomeçou. E depois de perder 21 quilos e todos os músculos, eu agora sou o mesmo Jack de antes”.

“O sucesso de público e de repercussão tem sido enorme. Eu estava esperando isso no meu coração”, diz Luana Piroli, presidente da Fundação InScientiaFides, “porque é realmente essencial esclarecer as coisas sobre as células-tronco. Conhecemos as suas potencialidades há décadas. As aplicações delas abrangem setenta patologias. No final de 2012 foi atingida a marca de um milhão de transplantes com o uso das células-tronco. São 50 mil transplantes por ano, cerca de 20 mil com as células extraídas do sangue do cordão umbilical. Em 53% dos casos são transplantes autólogos, em que o doador e o receptor são a mesma pessoa. Os restantes 47% são transplantes alogênicos, em que o doador e o receptor são pessoas diferentes. A pesquisa avança. Na Itália, damos passos cotidianos. Vão sendo disponibilizadas células-troncos de novas fontes, como o cordão umbilical, que na Itália é coletado em apenas 0,4% dos partos. A União Europeia considera inaceitável a média europeia de 1%. É claro que temos que fazer um grande trabalho para difundir uma cultura do conhecimento e para melhorar a colaboração entre os setores público e privado”.

A presença da Fundação InScientiaFides no Meeting de Rímini continua até sábado, com encontros diários para discutir o potencial das células-tronco através do curta-metragem A Célula da Vida, produzido especialmente para o evento.