Malta: Igreja lamenta longo processo por abusos sexuais

Arcebispo Cremona convida grupo de vítimas para almoçar

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ATTARD, terça-feira, 23 de agosto de 2011 (ZENIT.org) – A Igreja em Malta lamentou a longa duração do processo por abusos sexuais sofridos há pouco mais de 20 anos por pelo menos 11 menores, no orfanato católico Casa de São José.

A sentença de um tribunal de La Valleta, que chegou no começo deste mês, depois de 8 anos, condena 2 sacerdotes da Sociedade Missionária de São Paulo, padres Charles Pulis e Godwin Scerri, a 6 e 5 anos de reclusão, respectivamente. Um terceiro imputado faleceu no último mês de janeiro.

Em um comunicado difundido em 3 de agosto pela arquidiocese de Malta, a Igreja pediu perdão e expressou seu “profundo pesar pelo fato de que menores que haviam sido confiados ao seu cuidado tenham sofrido abusos”.

A Sociedade Missionária de São Paulo Comunicou que, desde que surgiram as acusações contra o Pe. Charles Pulis, em 2003, o sacerdote “foi excluído do exercício público do ministério presbiteral como medida cautelar”.

Naquele momento, o arcebispo Joseph Mercieca e o bispo Nikol G. Cauchi divulgaram um claro comunicado no qual condenavam “qualquer forma de abuso sexual, especialmente quando há crianças envolvidas”.

Além disso, o Papa decretou, no último mês de julho, a demissão do estado clerical do Pe. Pullis, quem continua pertencendo, no entanto, à sua congregação.

A Igreja em Malta pediu a todas as pessoas que conheçam casos de abusos que os denunciem imediatamente.

Também “reforçou suas estruturas para que esses abusos possam ser evitados tanto como possível – acrescenta o recente comunicado; se acontecerem, serão tomadas medidas para resolver o problema o quanto antes.”

Além disso, para pedir-lhes perdão pessoalmente, o arcebispo de Malta, Dom Paul Cremona, OP, compartilhou um almoço com um grupo de vítimas de abusos sexuais em sua residência, em Attard, no último dia 12 de agosto.

Dom Cremona realizou esse mesmo gesto em abril de 2010, mês em que também o Papa Bento XVI teve um encontro com 8 vítimas de abusos sexuais durante sua viagem a Malta.