"Maria colocou a Deus no centro da própria vida

As palavras do Papa durante a celebração mariana para a conclusão do mês de maio no Vaticano

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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 1 de junho de 2012 (ZENIT.org) – Publicamos as palavras que o Papa Bento XVI dirigiu ontem no final da tradicional procissão nos Jardins Vaticanos com a oração do Santo Terço em conclusão do mês mariano.

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Queridos irmãos e irmãs,

Sempre fico feliz por participar desta vigília mariana no Vaticano, um momento que, mesmo com a presença de tantas pessoas, sempre tem um caráter íntimo e familiar. O mês que a devoção dos fiéis dedica especialmente ao culto da Mãe de Deus termina com a festa litúrgica que lembra o “segundo mistério gozoso": a visita de Maria à sua prima Isabel. Este evento é marcado pela alegria expressa das palavras com que a Virgem Santa glorifica o Onipotente pelas grandes coisas que Ele fez olhando para a humildade da sua serva: "A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador "(Lc 1, 46). O Magnificat é o hino de louvor que se eleva da humanidade à divina misericórdia, se eleva de todo o povo de Deus; ao mesmo tempo é o hino que denuncia a ilusão daqueles que se julgam donos da história e árbitros de seu destino.

Ao contrário, Maria colocou a Deus no centro da própria vida, abandonou-se confiadamente à sua vontade, em atitude de humilde docilidade ao seu desenho de amor. Por causa da sua pobreza de espírito e humildade de coração, foi escolhida para ser o templo que traz en si o Verbo, o Deus feito homem. Dela, portanto, é figura a "Filha de Sião" que o profeta Sofonias convida a alegrar-se, a exultar de alegria (cf. Sof 3,14).

Queridos amigos, esta noite queremos voltar o nosso olhar à Maria com renovado afeto filial. Todos temos sempre algo para aprender da nossa mãe do céu: a sua fé nos convida a olhar além das aparências e a acreditar firmemente que as dificuldades cotidianas preparam uma primavera que já começou em Cristo Ressuscitado. Queremos chegar ao Coração Imaculado de Maria nessa noite com renovada confiança para deixar-nos contagiar da sua própria alegria, que encontra a fonte mais profunda no Senhor. A alegria, fruto do Espírito Santo, é distintivo fundamental do cristão: ela se fundamenta na esperança em Deus, traz força da oração incessante, permite afrontar com serenidade as tribulações. São Paulo nos lembra: "Alegres na esperança, constantes na tribulação, perseverantes na oração" (Rm 12, 12). Estes são como um eco às palavras do Magnificat de Maria e nos exortam a reproduzir em nós mesmos, na vida de todos os dias, os sentimentos de alegria na fé, próprios do cântico mariano. Gostaria de desejar a todos e a cada um de vós, caros irmãos e irmãs, veneráveis Senhores Cardeais, Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas e todos os fiéis, que essa alegria espiritual, transborda do coração cheito de gratidão da Mãe de Cristo e Mãe nossa, seja no final desse mês de maio mais consolidada nas nossas almas, na nossa vida pessoal e familiar, em todo ambiente, especialmente na vida desta família que aqui no Vaticano serve a Igreja universal. Obrigado a todos!

 [Tradução Thácio Siqueira]