Maria é garantia da fidelidade de Deus, diz arcebispo

Dom João Braz de Aviz comenta festa da Assunção de Nossa Senhora

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BRASÍLIA, segunda-feira, 20 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Brasília, «Maria, com sua assunção aos céus, é garantia da fidelidade de Deus».



Em mensagem aos fiéis com motivo da solenidade da Assunção de Nossa Senhora, que a Igreja na América Latina celebrou esse domingo, Dom João Braz de Aviz destaca que, nesse dia, a Igreja dirigia seu olhar para sua mãe Maria «no momento em que deixa este mundo, depois de ter realizado de modo perfeito sua missão».

«A Igreja proclama que ela foi levada aos céus pelos anjos de corpo e alma, precedendo-nos em nossa ressurreição», afirma.

De acordo com o arcebispo, Maria é a cristã realizada que viveu de modo completo seu desígnio único de mulher escolhida para ser o canal que permitiu Deus, em seu desígnio de amor, assumir nossa natureza humana.

«O testemunho dos Padres da Igreja, antigos santos escritores, colocou em evidência “não apenas que o corpo morto da Santa Virgem Maria não sofrera corrupção, mas ainda o triunfo que ela alcançou sobre a morte e a sua celeste glorificação, a exemplo de seu Unigênito, Jesus Cristo” (Pio XII, Munificentissimus Deus, AAS 42)», destaca.

Dom João cita ainda São João Damasceno, Padre da Igreja do século VIII, que diz que “convinha que aquela que guardara ilesa a virgindade no parto conservasse seu corpo, mesmo depois da morte, imune de toda corrupção. Convinha que aquela que trouxera no seio o Criador como criancinha fosse morar nos tabernáculos divinos (…). Convinha que a Mãe de Deus possuísse tudo o que pertence ao Filho e fosse venerada por toda criatura como mãe e serva de Deus”.

«Maria prorrompe numa explosão de ação de graças pelo que Deus realizou e pelo que realizará “porque olhou para a humildade de sua serva”», destaca o arcebispo.

Dom João Braz afirma ainda que os povos latino-americanos e caribenhos «olham para essa mãe tão grande e que demonstrou tanto amor por nossos povos reconhecendo-a como discípula e missionária do Senhor».

«Ela, mulher realizada como discípula, que já antecipou o estado de vida que nós, seus filhos, experimentaremos depois da ressurreição e da segunda vinda do Senhor, é nosso modelo de vida. Ela é, com sua assunção aos céus, garantia da fidelidade de Deus. Caminhemos com Maria ao encontro do Senhor!», escreve o arcebispo.