Maria, mãe da Igreja e da nossa fé

Catequese para a família, semana de 6 a 12 de outubro de 2013

Roma, (Zenit.org) Luis Javier Moxo Soto | 546 visitas

Nesta semana, Nossa Senhora nos incentiva a crescer na fé de forma ativa, mediante a oração e o testemunho.

Começamos esta segunda-feira, dia 7, com a memória de Nossa Senhora, a Virgem do Rosário, e terminamos, no sábado, com a festa de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil, e de Nossa Senhora do Pilar, na Espanha: uma semana muito mariana, em que podemos percorrer com os nossos dedos e com o nosso coração as contas do rosário ou a coroa mariana, contemplando, com os olhos da Nossa Mãe, ao lado dela e sob a sua orientação, cada palavra e gesto dos mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Finalizamos a semana, no sábado, dia 12, com a festa dupla da padroeira do Brasil e da “Virgen del Pilar”. A história de Nossa Senhora Aparecida todos nós já conhecemos. A da Virgem do Pular remonta à venerada tradição espanhola segundo a qual Maria apareceu para o apóstolo São Tiago em Saragoça, na Espanha, em cima de uma coluna ou pilar, como sinal visível da sua presença para incentivá-lo a evangelizar.

No último dia 2 de outubro, na Basílica do Pilar, o sacristão encarregado de fechar o acesso à área do altar maior e do coro adiantou o horário em alguns minutos, perto das duas horas da tarde, porque tinha outras tarefas a realizar. Assim, o acesso ficou interditado ao público alguns minutos antes do horário habitual e não havia fiéis naquela área às duas da tarde [período do dia que equivale, na Espanha, mais ou menos ao nosso meio-dia: é o horário de fechamento temporário para o almoço]. Pois bem: nada menos que uma bomba de fabricação caseira explodiu exatamente naquela hora, exatamente naquela área. A bomba tinha sido colocada embaixo de um banco aveludado, usado em cerimônias oficiais na basílica. O banco saltou em pedaços que arderam em chamas. Houve apenas uma pessoa ferida de leve: a onda expansiva da explosão afetou os tímpanos de uma mulher. Será que a Virgem Maria teve alguma coisa a ver com essa coincidência do fechamento da igreja com alguns minutos de antecedência?

Com o título duplo desta reflexão, “Mãe da Igreja e mãe da nossa fé”, termina a mais recente encíclica papal, a Lumen fidei. Com a mesma oração e intenções, com sentimentos de gratidão à mãe que tanto vela por nós, seus filhos, finalizemos:

“Mãe, ajudai a nossa fé!

Abri o nosso ouvido à Palavra, para que reconheçamos a voz de Deus e o seu chamado.

Avivai em nós o desejo de seguir os seus passos, deixando a nossa terra e confiando em sua promessa.

Ajudai-nos a acolher o seu amor, para podermos tocá-lo na fé.

Ajudai-nos a confiar plenamente nele, a crer no seu amor, em especial nos momentos de tribulação e de cruz, quando a nossa fé é chamada a crescer e a amadurecer.

Semeai em nossa fé a alegria do Ressuscitado.

Recordai-nos que aquele que crê não está sozinho nunca.

Ensinai-nos a olhar com os olhos de Jesus, para que ele seja a luz em nosso caminho.

E que esta luz da fé cresça continuamente em nós, até que chegue o dia sem ocaso, que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor”.