Materialismo leva ao isolamento, adverte Papa a bispos coreanos

Convida a redescobrir o sentido pessoal e comunitário do Batismo

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 3 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI alentou hoje os bispos da Coréia a oferecer respostas perante o materialismo e a concepção de uma vida sem Deus que, como constatou, levam ao isolamento das pessoas.

Foi a mensagem que deixou aos prelados do sul da península, ao concluir sua visita qüinqüenal «ad limina apostolorum» ao Papa, junto ao bispo católico da Mongólia, Dom Wenceslao Padilla.

O encontro aconteceu depois da leitura dos informes que os prelados entregaram ao Papa e dos encontros pessoais com ele.

Com esta informação, constatou «o atrativo do materialismo e os efeitos negativos de uma mentalidade secularizada», que a Coréia experimenta em geral e a comunidade católica, em particular.

«Quando homens e mulheres se separam da morada do Senhor, inevitavelmente vagam no isolamento individual e na fragmentação social, pois só no Verbo feito carne se esclarece verdadeiramente o mistério do ser humano», explicou.

Diante desta realidade, o Papa pediu aos bispos «que lutem para assegurar que o laço de comunhão que une a Cristo com todos os batizados seja salvaguardado e experimentado como o coração do mistério da Igreja».

«Com seus olhos postos no Senhor, os fiéis devem tornar-se novamente eco do grito de fé dos mártires: ‘Conhecemos e cremos no amor que Deus nos tem’», acrescentou.

«Esta fé é apoiada e alimentada por um constante encontro com Jesus Cristo, que sai ao encontro dos homens e das mulheres através da Igreja.»

A comunidade católica na Coréia do Sul é uma das mais dinâmicas da Ásia: cresceu no último ano em mais de 100 mil fiéis, ao redor de 2,2% do total, segundo informou a Sala de Estatística da Conferência Episcopal da Coréia, que publicou em 2007 os dados de um censo atualizado em 31 de dezembro de 2006.

Segundo o censo, os católicos na Coréia são 4.768.242, 9% da população coreana. Em 2006, houve 147 mil novos batismos, com um crescimento registrado especialmente nas dioceses de Suwon e Daegu, informou a agência Fides.

O Papa, contudo, fez-se porta-voz da preocupação dos bispos, pois «muitos dos novos batizados adultos que foram acolhidos na Igreja em vossa região cada ano desfalecem no compromisso da plena participação nas celebrações litúrgicas».

Por este motivo, insistiu na necessidade de acompanhar os novos batizados alegremente com a liturgia e com o sacramento da Eucaristia.