Médico católico, bom samaritano -- explica cardeal Lozano

Sua vocação ilustrada pelo presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde

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ROMA, sexta-feira, 20 de julho de 2007 (ZENIT.org).- A vocação do médico católico consiste em transmitir aos pacientes o amor de Cristo que cura, considera o cardeal Javier Lozano Barragán; em poucas palavras, trata-se de ser Bom Samaritano.



Assim expressa o presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral da Saúde em uma ampla análise que acaba de ser publicada pelo site da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos (www.fiamc.org).

Ser médico católico, declara, «comporta uma proximidade e intimidade especial com Deus, o que significa uma abertura e uma doação total aos outros», afirma o purpurado mexicano.

«Esta é a identidade católica do médico, ser a transparência de Cristo que cura», sublinha o presidente do Conselho vaticano.

«Por isso, a profissão cristã médica se centraliza no amor, mas não no amor interessado e pobre», declara, «mas que imita o amor perfeito de Deus e tem seu paradigma no Bom Samaritano, que de tal maneira padece juntamente com o enfermo, de tal forma se compadece, que provê tudo o que este precisa para sua cura».

«Dessa forma, o Bom Samaritano é o exemplo a imitar pelo médico cristão -- acrescenta. O Bom Samaritano é a figura de Cristo que se compadeceu de toda a humanidade enferma e caída, e a levantou até sua deificação; é o amor infinito e está tanto naquele que ama como naquele que é amado, está em ambos como plenitude.»

«E assim o Bom Samaritano é a figura que identifica o médico que se compadece até tal ponto do paciente, que faz tudo o que está ao seu alcance para devolver-lhe a saúde, por amor de plenitude», acrescenta.

Para o médico, explica o purpurado, o quinto mandamento, «não matarás», tem uma importância decisiva.

O médico católico, declara, «está totalmente obrigado a defender a vida em qualquer etapa na qual esta se encontre, mas em especial nas etapas nas quais mais fraco se sinta, como as iniciais e terminais».

«Seu pensamento se define desde um claro e absoluto não ao aborto e não à eutanásia -- sublinha. No quinto mandamento se compreende toda o significado da vida humana, como um dom dado por Deus em mera administração ao homem e à mulher.»