Mentira e verdade

Da mentira do relativismo, temos de expor a verdade clarividente do evangelho de nosso Salvador

São Paulo, (Zenit.org) Edson Sampel | 1379 visitas

No Dia Internacional da Mentira, 1.º de abril, professamos a maior verdade de todos os tempos: a ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa. Um modernismo destruidor, baseado no agnosticismo, propugna uma visão de mundo sem Deus. A partir desta falácia mentirosa, ou “segunda realidade”, para empregar uma expressão a gosto dalguns filósofos cristãos, tudo o mais na vida se baseia na mentira ou nas meias-verdades, que também são mentiras.

Jesus é o caminho, a verdade e a vida (Jo 14, 6). Temos de acatar obsequiosamente a  doutrina de Jesus tal como ela é, sem impregná-la de inverdades. Assim, da mentira da salvação independentemente da Igreja católica, temos de reiterar a verdade de que fora da Igreja católica, ou sem alguma relação com ela, não há salvação; da mentira das heresias, temos de reforçar a verdade da fé correta, salvaguardada principalmente pelo papa; da mentira da inexistência do diabo, temos de blasonar a verdade da atuação maléfica dos demônios no mundo; da mentira do homossexualismo, temos de apresentar de modo indefesso a verdade do amor heterossexual, entre um homem e uma mulher; da mentira do direito da mulher de dispor de seu corpo, temos de inculcar a verdade da autonomia biológica e existencial do nascituro; da mentira do prazer pornográfico, temos de reintroduzir a verdade de que o sexo deve ser praticado somente no matrimônio; enfim, da mentira do relativismo, temos de expor a verdade clarividente do evangelho de nosso Salvador.

Talvez todo dia 1.º de abril seja mesmo uma oportunidade para identificarmos as mentiras ao nosso redor e cambiá-las pelas verdades que, às vezes doem, mas libertam, conforme nos ensinou Jesus: “A verdade vos libertará” ( Jo 8,32 ).

Edson Luiz Sampel é doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT).