Missa do papa em Seul: os católicos norte-coreanos não poderão participar

Apesar das esperanças, o convite foi recusado pelo governo norte-coreano

Roma, (Zenit.org) Redacao | 695 visitas

Havia ainda um fio de esperança, mas os católicos norte-coreanos não poderão estar presentes na missa com o papa Francisco, a ser celebrada na capital sul-coreana no dia 18 de agosto, data do encerramento da visita do pontífice ao país.

Acreditava-se que um grupo de católicos norte-coreanos atravessaria a fronteira para participar da missa, mas o convite foi recusado pelo governo norte-coreano. As informações são do Rome Reports.

Em sua terceira peregrinação internacional e na primeira viagem à Ásia como papa, Francisco visitará a Coreia do Sul entre os dias 14 e 18 de agosto.

No dia 18, o Santo Padre celebrará uma missa de reconciliação na Catedral de Myeongdong, a Catedral da Igreja Católica Romana da Virgem Maria da Imaculada Conceição e sede da arquidiocese de Seul.

De acordo com representantes da Igreja, o governo norte-coreano se recusou a enviar uma delegação à missa. Líderes católicos da Coreia do Sul tinham feito o convite, em maio, para que a Associação Católica da Coréia do Norte, administrada pelo governo, participasse da missa celebrada pelo papa.

A data da missa, por coincidência, é a mesma em que acontecem os exercícios militares anuais conjuntos realizados por sul-coreanos e norte-americanos, o que a Coreia do Norte "condena como um ensaio para a guerra nuclear".

"Nestas circunstâncias, ir para Seul seria um passo agonizante", declarou a carta enviada pela Associação Católica da Coreia do Norte.

Embora a Igreja católica não seja proibida de todo na Coreia do Norte, a ONU publicou há poucos dias um relatório sobre a liberdade religiosa em que afirma que os crentes são severamente perseguidos naquele país.

De acordo com o Relatório sobre Liberdade Religiosa Internacional de 2013, a Coreia do Norte é um dos países que mais desrespeitam a liberdade religiosa em todo o planeta, juntamente com a Arábia Saudita, o Irã, o Paquistão, o Sudão, a China e Cuba. Na Coreia do Norte, toda atividade religiosa sofre restrições gravíssimas e quem não obedece às leis é tratado com repressão e, em alguns casos, até com a pena de morte.

Durante o ano passado, as restrições à liberdade religiosa na Coreia do Norte chegaram ao ponto de submeter a penas muito rígidas, incluindo a execução, as pessoas que tiveram contato com missionários estrangeiros.

Já na Coreia do Sul, tem aumentado acentuadamente a quantidade de católicos ao longo da última década. O número de cristãos leigos continua subindo de modo especial, evidenciado pelo número crescente de adultos que decidem se batizar como católicos.