Missa dos bispos dos EUA em memória dos 6.000 migrantes mortos na fronteira com o México

Iniciativa, organizada pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos, acontece em 30 de março e 1º de abril em Nogales, no deserto do Arizona. O cardeal O'Malley estará presente

Roma, (Zenit.org) Redacao | 241 visitas

A missa dos bispos dos Estados Unidos em memória dos 6.000 imigrantes mortos na fronteira com o México, organizada pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos, será celebrada nos dias 30 de março e 1º de abril, em Nogales, no deserto do Arizona. Também estará presente o cardal Sean O'Malley.

O anúncio foi feito pela conferência episcopal em comunicado reproduzido pelo site Vatican Insider, informando ainda que o evento contará com a presença de muitos bispos das dioceses da fronteira. O gesto foi inspirado na visita feita pelo papa Francisco à ilha italiana de Lampedusa, em 8 de julho do ano passado.

"A fronteira entre os Estados Unidos e o México é a nossa Lampedusa", disse o bispo Eusebio Elizondo, auxiliar de Seattle e presidente da Comissão das Migrações da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos. Ao apresentar a iniciativa, o prelado evocou as palavras do pontífice na ilha e disse: "Nós demonstramos indiferença quando ignoramos ou minimizamos o sofrimento e as mortes, como se essas pessoas não merecessem a nossa atenção. É um comportamento que nos envergonha como nação".

A iniciativa em Nogales também pretende ser uma maneira de reativar o debate sobre a imigração: "O que nós tendemos a esquecer é que os imigrantes são, em primeiro lugar, seres humanos. Não é uma questão econômica e social. Aqueles que morreram no deserto do Arizona e aqueles que são deportados todos os dias têm o mesmo valor e a mesma dignidade dada por Deus a cada pessoa, mesmo que nós finjamos ignorar o seu sofrimento e a sua morte".