Moçambique: bispos pedem contribuição no reforço da democracia

No contexto das eleições locais de novembro

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MAPUTO, terça-feira, 16 de setembro de 2008 (ZENIT.org-Fides).- Os bispos em Moçambique pedem que os cidadãos dêem sua contribuição para que as eleições de novembro sejam oportunidade de reforçar a democracia no país.

“Somos todos chamados a contribuir, como cidadãos, na obra de reforço da democracia, como um passo importante na construção do bem comum”, afirmam os prelados, na Carta Pastoral intitulada “Por eleições livres, justas e transparentes”, publicada em 25 de agosto, na conclusão da Assembléia Plenária da Conferência Episcopal Moçambicana. 

Recordando os anteriores pronunciamentos sobre a vida social do país, os bispos moçambicanos afirmam seu direito e dever de “iluminar as realidades terrenas, à luz do Evangelho”, sem que isto comporte “uma indicação de voto”. 

Na Carta Pastoral, a Conferência Episcopal reconhece que das últimas eleições emerge o desejo do povo moçambicano de reforçar a sua jovem democracia. Os bispos destacam, de modo especial, o desejo dos moçambicanos em construir um Moçambique melhor, através da recuperação dos valores da tolerância e do respeito recíproco, que se perderam durante a longa guerra civil (1975-1992).

Os bispos afirmam que as eleições “são a maior expressão da democracia, uma forma privilegiada através da qual o cidadão exerce o seu direito e dever de participar na melhoria das condições de vida próprias e de seu povo”.

Em seu documento, os bispos sugerem algumas indicações para permitir a realização livre e pacífica de eleições. Entre elas, está a divulgação ao maior número possível de cidadãos da legislação eleitoral; a conclusão do recenseamento eleitoral; uma campanha eleitoral livre e transparente e o respeito das regras eleitorais, seja por parte das instituições, como por parte dos cidadãos (em especial, os bispos recordam que o voto é secreto e ninguém pode ser obrigado a revelar a própria escolha).

Em relação aos critérios para a escolha do voto, o documento se detém na seriedade dos partidos políticos, na escolha de “líderes competentes, honestos e críveis”, observância por parte dos candidatos do respeito do adversário, durante a campanha eleitoral, e na abertura ao diálogo e à tolerância.