Mostra recolhe esplendor religioso barroco

«Antiguidade e excelências»

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SEVILHA, sexta-feira, 14 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Enquadrada no projeto «Andalucía Barroca 2007», que pretende destacar a grande relevância que este período histórico teve na arte do sul da Espanha, uma exposição aberta até 30 de dezembro, no Museu de Belas Artes de Sevilha, expõe o melhor do patrimônio barroco granadino, em sua maior parte com temática e motivação religiosa.

A mostra é complementar de outra, «Teatro de Grandeza», que faz o mesmo em Granada com o barroco sevilhano.

Assim, os principais focos artísticos barrocos em Andaluzia, Granada e Sevilha, alternam sua «capacidade» para que possam ser desfrutados e conhecidos fora de seu lugar de origem.

A de Sevilha, titulada «Antiguidade e Excelências», articula-se em seis grandes áreas temáticas, que abordam a realidade urbana e social granadina durante os séculos do Barroco, os programas decorativos no mundo religioso (âmbitos conventuais, hierarquia diocesana, irmandades e confrarias), a piedade doméstica e a relevância no território de São João de Deus.

São 135 peças de formatos, cronologias, iconografias e autores diversos, entre os que sobressaem Alonso Cano, Frei Juan Sánchez Cotán, José de Mora, Pedro de Mena e Pedro Atanásio Bocanegra.

Entre as obras que chegaram a Sevilha para a mostra, estão as portas do oratório do Cabido, que apresenta pinturas e relevos esculturais de Pedro de Raxis, Francisco Díaz de Rivero e Alonso Mena; o Boldegón del Cardo, de Frei Juan Sánchez Cotán, as efígies de São Francisco de Assis, de Pedro de Mena, e de São Bruno, talhada por José de Mora; e o óleo da Imaculada Conceição, pintado por Juan de Sevilha, procedente do Museu de Belas Artes de Granada.

Entre todos os artistas barrocos, sobressai Alonso Cano, multifacetado autor granadino, que se formou e trabalhou em Sevilha. Seus rostos de Adão e Eva podem ser apreciados na exposição da capela maior da catedral, da qual procedem também o facistol, um rosto de São Paulo e da Virgem de Belém.

Também há peças de Alonso Cano que pertencem à coleção do Museu de Belas Artes, como o quadro da Sagrada Família e as telas de São Pedro de Alcântara e São Diego de Alcalá, fruto da colaboração com Pedro de Mena.

A mostra, cujos comissários são os catedráticos da Universidade de Granada Ignácio Henares Cuéllar e Rafael López Guzmán, está construída no antigo «Convento de la Merced Calzada», atual Museu de Belas Artes, fundado em 1835, com obras procedentes de conventos e mosteiros, tesouros artísticos arrebatados da Igreja por uma lei expropriadora no Governo Mendizábal.