Na atenção ao idoso enfermo não há substitutivos para sacramentos

Adverte o presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde

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CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Os recursos psicológicos necessários para os idosos enfermos «jamais devem ser considerados como substitutivos dos sacramentos», alerta o presidente do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde.



O cardeal Javier Lozano Barragán assina, com essa observação, uma síntese da XXII Conferência Internacional que, de 15 a 17 de novembro, foi promovida pelo seu dicastério, reunindo especialistas do mundo em uma reflexão sobre a pastoral da atenção dos enfermos idosos.

Sendo o eixo da convocação a perspectiva pastoral, a intervenção preliminar evidenciou a Eucaristia, entendida como viático, «como a atenção pastoral mais importante dos enfermos idosos», explica o purpurado.

Entre os pontos-chave das quarenta intervenções da reunião internacional, evidenciou-se o notável aumento do número de idosos no mundo, pelo prolongamento da expectativa de vida, e se constatou o desenvolvimento das ciências geriátricas, «ainda que não totalmente suficientes», recolhe a síntese.

A realidade no mundo do idoso enfermo se iluminou com a Palavra de Deus – como é habitual nestes congressos –, sublinhando o respeito devido às pessoas anciãs, cujos sinais levam a «esperar o tempo da misericórdia e da clemência de Deus».

O ponto mais importante se levantou «ao considerar a ação de Cristo de curar os enfermos como uma antecipação do Reino de Deus, ou seja, da ressurreição», recorda o cardeal Javier Lozano Barragán.

É necessária, portanto, a catequese e a educação católica para transmitir esta mensagem, voltando à explicação dos sacramentos para estes enfermos.

«Deve-se levar em consideração os recursos psicológicos na atenção aos idosos enfermos, mas estes não devem ser considerados jamais como substitutivos dos sacramentos», alerta o purpurado, sintetizando as contribuições do Congresso.

A reflexão internacional também indicou a necessidade de «privilegiar a família como lugar natural para o envelhecimento».

Também «nas dioceses e nas paróquias se deve assistir estes enfermos, entre os quais há sacerdotes, religiosos e religiosas», escreve o cardeal Lozano Barragán.

Trata-se, em conjunto, de «apoio espiritual, sacramentos e oração, por e com os idosos».

Foram enfatizadas as visitas aos idosos enfermos, uma obra de misericórdia na qual se dá testemunho de caridade fraterna e se participa do amor de Deus «em uma solidariedade efetiva para vencer a solidão», aponta a síntese.

Assim se cumprem «os três ministérios da palavra, da santificação e da comunhão, e se ajuda também o idoso a não perder a fé»; a pessoa que o visita «representa toda a comunidade cristã que sorri e ora por esse idoso», conclui.